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    Flávio Dino anuncia: “Estou me preparando para 2022”

    Em seu segundo mandato a frente do governo do Maranhão e considerado o melhor governador do país, o comunista Flávio Dino anunciou planos para concorrer à presidência em 2022: “Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”


    O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sinalizou nesta sexta-feira (22) que pretende disputar a presidência da República em 2022. ““Estou mesmo me preparando para 2022. Vocês nem notaram, já estou até com cinco quilos a menos. Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”, disse o comunista. A declaração foi dada durante uma conferência estadual extraordinária de seu partido no estado.
    Protagonista de uma trajetória história, que quebrou a oligarquia de décadas da família Sarney no Maranhão, Dino é considerado o melhor governador do país. Em dezembro, o comunista foi eleito pelo ranking do G1, pela terceira vez consecutiva, o governador que mais cumpriu metas. Sob sua primeira gestão, o Maranhão viu seus níveis sócio-econômicos dispararem, a violência cair e a educação ser valorizada, se tornando o estado com o maior piso para professores do país.

    “Eu adoro uma eleição, estou doido para disputar mais uma, essa especial. A gente tem que plantar a coisa certa, para colher a coisa certa”, disse Dino em meio aos gritos de “Brasil, pra frente, Dino presidente” da platéia.

    Na oportunidade, o governador fez mais uma vez duras críticas ao projeto da reforma da previdência do governo Bolsonaro e convidou todos para uma grande mobilização no Maranhão no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, um movimento, segundo ele, para resguardar os direitos à aposentadoria.

    Reforma ignora realidade do campo e dificulta acesso à aposentadoria rural

    Do blog do Sakamoto


    A Reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional pelo governo Jair Bolsonaro, nesta quarta (20), dificultou as exigências para que trabalhadores rurais da economia familiar – pequenos produtores, seringueiros, coletoras de babaçu, pescadores artesanais, entre outros – possam pleitear a aposentadoria especial prevista a eles. Dada sua vulnerabilidade social, as mudanças batem de frente com o discurso do governo de que o projeto visa combater apenas “privilégios”. Se a proposta for aprovada, parte dessas pessoas não conseguirá se aposentar.

    Hoje, esse grupo, que não inclui os assalariados rurais, podem se aposentar aos 60 anos (homens) e 55 (mulheres), com 15 anos de comprovação de atividade no campo. A Constituição Federal, em artigo 195, parágrafo 8o, prevê o recolhimento de imposto previdenciário no momento da comercialização da produção.

    Pela proposta do governo, a idade das mulheres sobe cinco anos e se equipara à dos homens e o tempo de trabalho vai a 20 anos para ambos. Contudo, se o valor arrecadado no momento da venda dos produtos não atingir um patamar mínimo, o núcleo familiar terá que completar o valor até chegar a uma contribuição anual de R$ 600,00 à Previdência.

    Pode parecer pouco. Mas lembre-se que a atividade rural está exposta a uma série de fatores como sol, chuva, clima, ataque de pragas, variação do preço do produto (que, às vezes, não paga nem o custo da produção). Não raro, ao final de um ano, a renda líquida é insuficiente até para a sobrevivência, sendo necessário suporte de programas como o Bolsa Família.

    Ou seja, o pagamento de R$ 600,00 para o núcleo familiar pode ser impraticável. De acordo com a proposta, “na hipótese de não ser recolhido o valor mínimo anual da contribuição previdenciária do grupo familiar (…), o período correspondente não será considerado como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social”. E serão necessários 20 “períodos” para a aposentadoria.

    Outra questão é o recolhimento do imposto previdenciário em si. Apesar de estar previsto para acontecer no momento da venda, hoje nem sempre essa alíquota (de 1,2% sobre a receita bruta) é recolhida em nome do trabalhador. As razões vão desde problemas burocráticos (falta de fiscalização do repasse da alíquota descontada pela pessoa jurídica compradora em nome do trabalhador, por exemplo), passando pela própria natureza da atividade (quando perde-se a safra por seca ou geada ou quando ela não gera excedente para comercialização) até quando as vendas acontecem na informalidade (diretamente ao consumidor, sem uma maneira simples de recolher o imposto).

    Antes de implementar a exigência da comprovação da contribuição, o governo deveria resolver os problemas do processo de arrecadação. A atual administração tentou um movimento nesse sentido, mas acabou ministrando um remédio que pode acabar matando o paciente ao invés de curá-lo. Em 18 de janeiro deste ano, foi editada a Medida Provisória 871 sob a justificativa de coibir fraudes na concessão de auxílios, pensões e benefícios. Ela define que, a partir de janeiro de 2020, será necessário que o trabalhador esteja cadastrado no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para pleitear a aposentadoria especial rural.

    Em tese, o CNIS permite identificar quem são os segurados na área e demandar que eles informem sistematicamente os dados de venda de seus produtos, quando elas acontecerem. Dessa forma, realmente seriam evitadas fraudes (como o recebimento do benefício por pessoas que não são do campo) e sonegação (na contribuição) de empresas que compram a produção familiar. Porém, uma boa parte dos trabalhadores rurais da agricultura familiar está fora do CNIS e inclui-los será uma tarefa difícil.

    Evandro Morello, assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) afirma que o governo dispensou a participação de sindicatos (que estariam mais próximos do agricultor) no processo de cadastramento dos segurados especiais rurais e de atualização dos dados anualmente. E afirmou que contará apenas com o apoio de órgão públicos federais, estaduais e municipais, que não estão necessariamente conectados e estruturados para realizar tal tarefa em tão pouco tempo. Segundo ele, só isso pode excluir cerca de 80% das pessoas que pleiteariam aposentadorias rurais no ano que vem devido à quantidade de pessoas fora do cadastro.

    “A contribuição sobre a produção deve se aperfeiçoar, interligando os sistemas de arrecadação dos Estados e da União. Isso seria importante, inclusive, para identificar os produtores. Precisa melhorar a formalização do processo, mas não há nada estruturado no país, com exceção de algumas experiências locais”, explica.

    Ou seja, além do governo Bolsonaro propor a obrigatoriedade de um recolhimento mínimo de imposto de famílias que, muitas vezes, não têm renda líquida da produção nem para comprar roupas e comida devido à imprevisibilidade de sua atividade, parte dos trabalhadores não estão devidamente cadastrados e os sistemas não estão conectados e preparados, nada apontando que estarão a tempo. Tudo isso dificulta a aposentadoria.

    O destino deles pode acabar sendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a assistência aos idosos em condição de miserabilidade. Não admira, portanto, que o governo esteja propondo estender de 65 para 70 anos a idade mínima para pleitear o recebimento de um salário mínimo mensal, entregando, em troca, uma insuficiente compensação de R$ 400,00 a partir dos 60 anos. Sabe que haverá sobrecarga de grupos que não mais conseguirão se aposentar.

    Tudo isso sem contar que a Reforma da Previdência também quer equiparar a idade mínima entre homens e mulheres no campo enquanto mantém uma diferenciação de 65 e 62 anos, respectivamente, para outras categorias. Considerando que a vida no campo tende a ser mais penosa que na cidade, isso não faz sentido.

    A mudança da aposentadoria especial rural é uma das mais sensíveis na reforma, junto com a mudança no BPC. É provável, portanto, que tenham sido pensadas pelo governo como um “bode na sala”, uma “moeda de troca”, uma “gordura para queimar” na negociação do restante da reforma. Caso contrário, Bolsonaro deve enfrentar problemas, pois além da oposição, parlamentares de Estados do Nordeste, onde essa aposentadoria e o BPC são especialmente importantes para a economia local, vão bloquear a aprovação de outros pontos.

    Para Morello, no final, isso se resume a uma questão que o país deveria refletir. “A sociedade quer dar opção para que o agricultor da economia familiar fique no campo produzindo alimentos para ela? Pois a aposentadoria rural é uma das políticas que têm incentivado manter as pessoas no campo. Uma alteração drástica será catastrófico para os municípios pobres rurais. As famílias podem começar a repensar se devem se manter no campo, trazendo êxodo rural e reduzindo a produção de alimentos”.

    Secretário-geral da ONU faz apelo contra violência na Venezuela

    Reuters – O secretário-geral da Organização das Nações Unidos (ONU), António Guterres, “apela enfaticamente” para que se evite a violência na Venezuela, disse um porta-voz da ONU nesta sexta-feira após a primeira morte ligada aos esforços de levar ajuda humanitária ao país, contrariando as ordens do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

    “Qualquer perda de vida é lastimável”, disse o porta-voz Stephane Dujarric a repórteres. “Olhando para o futuro, o secretário-geral apela enfaticamente para que se evite a violência”.

    O líder da oposição, Juan Guaidó, se comprometeu a levar ajuda humanitária de países vizinhos no sábado e pediu que forças de segurança desobedeçam Maduro e permitam a entrada da ajuda no país, assolado por falta de alimentos e medicamentos.

    Carlos Bolsonaro ganha apelido de “Tonho da Lua” entre parlamentares do PSL aliados de Bebianno

    Segundo reportagem da revista Época, o apelido é justificado, na avaliação de alguns nomes do PSL, pela incapacidade de Carlos em manter um diálogo linear e por seus rompantes de raiva


    Em reportagem na revista Época, em que busca destrinchar o PSL, “o partido do presidente” Jair Bolsonaro, o jornalista Bruno Góes afirma que parlamentares da sigla se referem ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ), o mais polêmico dos três filhos da prole presidencial, como Tonho da Lua – personagem de Marcos Frota na novela Mulheres de Areia, da TV Globo, que aparentava ter deficiência mental.

    Segundo a reportagem, o apelido maldoso é justificado, na avaliação de alguns nomes do PSL, pela incapacidade de Carlos em manter um diálogo linear e por seus rompantes de raiva.

    Em uma parte da sigla, que ficou descontente com a demissão sumária de Gustavo Bebianno da secretaria-geral da presidência – atribuída pelo próprio ex-ministro a Carlos – já circula uma análise um tanto pessimista a menos de dois meses do início do governo: diante da desajeitada atuação de Bolsonaro no caso Bebianno, discute-se a hipótese de a instabilidade palaciana inviabilizar o futuro do atual governo.

    Os aliados de Bebianno, grupo em que se enquadram nomes como Joice Hasselmann e o também deputado Julian Lemos (PSL-PB), têm dito a interlocutores que discordam da forma como a fritura do ex-ministro foi conduzida. Lemos, nome forte da campanha bolsonarista no Nordeste, afirmou a aliados que se surpreendeu com a atitude do presidente e que desconfia ter se enganado sobre sua índole ao ver a forma como agiu com Bebianno. Nesse núcleo, a animosidade em relação aos filhos de Bolsonaro é patente.

    Leia a reportagem completa na Época.

    Da Revista Fórum

    Sessão solene e exposição de obras raras marcarão as homenagens pelos 184 anos da Assembleia


    Uma sessão solene marcará, nesta segunda-feira (25), às 16 horas, a abertura das comemorações dos 184 anos da Assembleia Legislativa do Maranhão, com a presença de representantes dos três Poderes. Na mesma data, será comemorado o Dia do Poder Legislativo. Ao término da solenidade, o presidente Othelino Neto (PCdoB) fará a abertura da Exposição “Memorial do Legislativo Maranhense”.

    De acordo com o diretor-geral da Mesa Diretora, Bráulio Martins, a programação da sessão solene vai enfatizar a importância do Legislativo Estadual Maranhense para a população. O advogado e ex-deputado estadual Sálvio Dino proferirá palestra sobre os 184 anos do Legislativo maranhense e a importância histórica das obras raras encontradas no acervo da Casa.

    Além de representantes dos Poderes, também foram convidados historiadores, professores universitários do curso de História e integrantes de academias de letras.

    Exposição

    Logo após a sessão solene, será aberta, pelo presidente Othelino Neto, no Salão Nobre do Palácio Manuel Beckman, a exposição de 13 obras raras que compõem o Projeto “Memorial do Legislativo Maranhense”.

    O diretor administrativo da Assembleia Legislativa, Antino Noleto, e o diretor-geral da Casa, Valney Pereira, que coordenam a organização do evento, explicaram que o Projeto “Memorial do Legislativo Maranhense” é uma prioridade da gestão do presidente Othelino Neto.

    As 13 obras raras foram encontradas durante o processo de restauração de documentos manuscritos e impressos da Casa, iniciado em fevereiro do ano passado.

    Valney Pereira destacou a importância da data e disse que o arquivo contém dados importantes e históricos a respeito do Maranhão, daí a necessidade de preservação, em formato digital, conforme determinação do presidente Othelino Neto.

    Dentre as raridades, que datam de 1894 a 1953, foram descobertos registros de atas, expedientes, sessões extraordinárias, atividades parlamentares e leis estaduais relevantes. O material histórico já passou por limpeza, higienização, catalogação e se encontra em fase de digitalização. “Tivemos o cuidado de manter tudo 100% original, pois são peças que fazem parte da história do Maranhão”, explicou Antino Noleto.

    Livros centenários

    Das treze peças descobertas, a pesquisa detectou nove livros centenários, considerados raros, sendo dois com registros de leis estaduais, sete atas contendo informações de sessões ordinárias, extraordinárias e atividades parlamentares e mais quatro livros do Império, datados do século XIX.

    O acervo mostrou um livro de leis estaduais, volume único, com 172 páginas escritas a mão, que traz a descrição de leis estaduais de 1889 a 1902. No mesmo livro, houve outra descoberta: o registro da Lei 294, de 15 de abril de 1901, que criou a primeira seção do Corpo de Bombeiros para extinção de incêndios na capital de São Luís.

    O processo de restauração do arquivo revelou, ainda, obras valiosas, como o livro “Império do Brasil: leis e decretos”, de 1833, com 560 páginas; uma coleção de decisões do governo brasileiro da época, com o mesmo título, e outro livro do Império de 1854, que também guarda uma coletânea das decisões do governo.

    A população poderá acessar os exemplares originais por intermédio de um link, que estará disponível a partir de março, no site www.al.ma.leg.br.

    Paulo Preto ameaça sócios do PSDB em suas contas na Suíça

    247 – Preso pela terceira vez e sem a possibilidade de receber o habeas corpus de Gilmar Mendes (pois o relator dos casos ligados à Lava Jato é o ministro Edson Fachin), o operador do PSDB Paulo Preto faz ameaças graves e inéditas à cúpula tucana e promete entregar nomes graúdos à Justiça. Preto diz ter uma informação bombástica para revelar: a de que a conta da Suíça com saldo de R$ 132 milhões, em valores atuais, não era só dele. O operador do PSDB diz que a conta era o que ele chamava de “conta ônibus”, ou seja, de vários titulares, todos cardeais tucanos, como Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, e o próprio PSDB.

    Segundo a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, “a informação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba de que Aloysio recebeu um cartão de crédito ligado à conta de Paulo Preto aponta, na visão de procuradores, que os recados do ex-diretor da Dersa podem não ser apenas ameaças.”

    O recado – de acordo com o jornal – tinha um tom óbvio de chantagem, com um subtexto que dizia “ou vocês me salvam ou entrego todo mundo”.

    Após a pressão de Paulo Preto, Aloysio Nunes trocou de advogado: saiu Daniel Bialski e entrou José Roberto Santoro, que já cuidava da defesa de Aloysio e que conseguiu soltar Paulo Preto com um habeas corpus de Gilmar Mendes.

    A matéria ainda destaca que “não era a primeira vez que Paulo Preto mandava recados intimidatórios para a cúpula do PSDB. Na campanha presidencial de 2010, quando ele se tornou uma figura central nos debates entre Dilma Rousseff e José Serra, Paulo Preto pronunciou aquela que se tornaria a sua frase mais famosa. ‘Não se abandona um líder ferido na beira da estrada’, afirmou logo depois de o então candidato tucano à Presidência ter dito num evento de campanha em Goiânia (GO) que não conhecia o ex-diretor da Dersa.”

    Prefeitura intensifica combate ao mosquito Aedes aegypti

    Política pública de saúde da gestão do prefeito Edivaldo mobiliza agentes de endemias durante todo o ano em ações educativas e visitas domiciliares que são reforçadas na época das chuvas

    Agente de endemia da Prefeitura de São Luís durante visita domiciliar no bairro João Paulo

    Agentes nas ruas e ações preventivas executadas pela Prefeitura de São Luís para o combate ao mosquito Aedes aegypti. O trabalho tem como objetivo a diminuição dos casos de doenças como dengue, zika e chikungunya e manter a população mais informada sobre os cuidados que deve ter para evitar criadouros. A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior tem conseguido reduzir, nos últimos anos, a incidência de casos destas enfermidades e este ano mantém as atividades intensificadas. Neste período chuvoso, as equipes de agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforçaram os trabalhos para manter a população da capital livre das doenças.

    No conjunto de atividades que os agentes desenvolvem estão visita domiciliar; visita para inspeção e tratamento de pontos estratégicos (borracharias, cemitérios, ferros velhos), trabalho complementar de ações de educação em saúde e nebulização espacial com o carro fumacê; além de recolhimento de pneus e os chamados resíduos sólidos. Outra ação desenvolvida pela Prefeitura no trabalho de combate à proliferação do Aedes aegypti são os mutirões nas áreas da cidade com maior incidência do problema.

    De 2017 para 2018, houve a redução de 42,2% nos casos de dengue, 61,6% de chikungunya e 56,3% de zika, totalizando uma redução de quase 50% nos casos notificados de arboviroses de um ano para o outro. O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, pontuou que a redução das ocorrências reforça o trabalho certo da gestão do prefeito Edivaldo no combate à proliferação do mosquito.

    “Esse resultado é fruto de uma série de medidas de enfrentamento com foco na raiz do problema e o trabalho eficaz dos serviços de limpeza pública desenvolvidos pela gestão. As comunidades têm sua parcela de apoio quando descartam o lixo corretamente e evitam criar meios que possam ser base para criatório do mosquito. A gestão faz sua parte em ações preventivas, campanhas educativas e atuação firme para que São Luís fique livre destas doenças”, pontuou.

    As atividades das equipes de endemias no combate às arboviroses são regulares, permanentes e seguem as normas e diretrizes do Ministério da Saúde. O programa alcança todas as áreas distritais da capital – Centro, Itaqui-Bacanga, Coroadinho, Cohab, Bequimão, Vila Esperança e Tiriirical 1 e 2. Cada área de ação é coberta por equipes compostas de supervisor geral, supervisores de área e agentes de endemias.

    O coordenador Programa Municipal de Combate às Arboviroses da Semus, Pedro Tavares, explica que “a dinâmica dos casos, em se tratando de risco, depende do fluxo migratório e do índice de infestação do mosquito na área”.

    Verba pública beneficiou assessora e parente em gabinete de Flávio Bolsonaro

    Beneficiados também são ligados à direção estadual do PSL no Rio de Janeiro


    FOLHA – Dinheiro do fundo eleitoral entregue a candidatas do PSL no Rio de Janeiro beneficiou a empresa de uma ex-assessora de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e parentes de outra colaboradora do agora senador.

    Uma das beneficiadas é a contadora Alessandra Ferreira de Oliveira, primeira-tesoureira do PSL-RJ, partido presidido pelo senador, filho do presidente Jair Bolsonaro.

    Dinheiro do fundo eleitoral entregue a candidatas do PSL no Rio de Janeiro beneficiou a empresa de uma ex-assessora de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e parentes de outra colaboradora do agora senador.

    Uma das beneficiadas é a contadora Alessandra Ferreira de Oliveira, primeira-tesoureira do PSL-RJ, partido presidido pelo senador, filho do presidente Jair Bolsonaro.

    Outros beneficiados foram dois parentes de Valdenice de Oliveira Meliga, tesoureira do diretório estadual do PSL.

    Na maioria dos casos, a verba repassada às pessoas ligadas ao gabinete de Flávio veio do diretório nacional da sigla.

    No período em que cuidava das contas das candidatas, Alessandra estava lotada no gabinete da liderança do PSL na Alerj, à época exercida por Flávio. O cargo lhe garantiu um salário bruto de R$ 6.490,35 entre maio do ano passado e o último dia 12, quando foi exonerada.

    De junho a outubro, quando faturou R$ 55,3 mil nas eleições, a contadora recebeu R$ 30 mil líquidos no cargo da Alerj.

    Das 33 candidatas que contrataram Alessandra, 26 tiveram menos de 2.000 votos. Mais da metade dos R$ 2.857,14 enviados a essas candidatas pelo partido tiveram um mesmo destino: R$ 750 para a empresa da contadora e igual valor para um escritório de advocacia.

    A empresa Ale Solução e Eventos, de Alessandra, contou inclusive com a candidatura-tampão de duas parentes de Valdenice. A irmã e a nora de Val, como a tesoureira é conhecida, registraram candidatura só em setembro, em substituição a duas mulheres que desistiram da disputa. Elas tiveram as candidaturas indeferidas, mas nem recorreram da decisão. No curto espaço de tempo, realizaram as transferências para a empresa indicada.

    A Folha revelou neste mês que o PSL transferiu alto volume de recursos públicos em Pernambuco e Minas Gerais para candidaturas de laranjas —que tiveram votações pífias. Parte do dinheiro foi destinada a supostos serviços de pessoas ligadas à sigla.

    O escândalo dos laranjas resultou na demissão do ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) —presidente do PSL nas eleições de 2018.

    No Rio, a dinâmica difere em dois pontos: não houve grande repasse a pequenas candidatas, mas várias fizeram pequenas transferências para a mesma beneficiária.

    Candidatas relataram à Folha que o PSL-RJ informou que poderia oferecer de forma gratuita apoio contábil e jurídico às candidatas. Resolução do Tribunal Superior Eleitoral exige a assinatura de contador ao prestar contas.

    Segundo relatos à reportagem, a cobrança começou após o PSL Nacional confirmar a liberação dos recursos.

    “O Flávio disse que as mulheres não iriam pagar nada. Até porque o partido precisava das mulheres”, disse a guarda municipal Ana Cristina, derrotada a deputada federal. Ela contratou outra contadora com recursos do diretório nacional, por R$ 1.000.

    Andrea Cunha, que se candidatou a estadual, diz que Alessandra ameaçou não liberar recursos porque ela já havia contratado outra contadora. “Foi aquela briga danada. Quando achava que não ia receber, caiu na conta.”

    Todas as candidatas que contaram com o serviço de Alessandra assinaram um contrato com data retroativa a 15 de agosto. Contudo, mensagem enviada pela contadora mostra que ela cobrou a firma do documento no dia seguinte aos depósitos do diretório, em 26 de setembro.

    O endereço indicado como da empresa nos contratos fica em uma sala ao lado da do PSL-RJ. O documento afirma que a fonte dos recursos para pagamento das candidatas deve ser o fundo eleitoral enviado pelo diretório nacional –exigência que não consta em contratos de homens.

    Alessandra trabalhou para outros oito candidatos, entre eles o próprio Flávio, de quem recebeu R$ 5.000. O PSL-RJ também lhe pagou R$ 1.500.

    As candidatas tiveram liberdade de usar os R$ 1.357,14 restantes, e a verba sobressalente também beneficiou parentes de Valdenice, a tesoureira do PSL-RJ. Seu irmão, Paulo Eduardo Rodrigues de Oliveira, recebeu R$ 1.350. Renan Meliga dos Santos, sobrinho do marido de Val, também foi contratado por R$ 7.500 para locação de veículos.

    Val é considerada uma das assessoras mais próximas do filho e Jair Bolsonaro. Ela foi escolhida como presidente do PSL na cidade do Rio e também é irmã de dois PMs presos em operação que investiga uma quadrilha de policiais que praticam extorsão.

    OUTRO LADO

    A contadora Alessandra Ferreira de Oliveira disse que o valor cobrado das candidatas foi “irrisório”. Ela negou ter exigido sua contratação para garantir a liberação dos recursos do diretório nacional do PSL para as postulantes.

    “Era muito demanda para mim. Então quanto menos viesse, melhor”, disse.

    Segundo Alessandra, a oferta de serviço gratuito foi feita pela antiga equipe de contadores da sigla. Ela disse que assumiu o cargo de primeira-tesoureira em maio, mês em que foi nomeada na Alerj.

    “Se eu pudesse fazer de graça, até faria. Mas foi um valor muito abaixo da tabela que a gente cobrou, irrisório.”

    Flávio Bolsonaro afirmou que as candidatas tiveram liberdade para escolher os profissionais que conduziriam suas prestações de contas.

    Ele afirma que os preços cobrados pelos quadros do partido foram simbólicos e que 19 candidatas optaram por outros profissionais —3 ouvidas pela Folha negaram direcionamento com Alessandra.

    “Ouvidas a maioria delas [ex-candidatas], restará evidenciada a verdade, ou seja, de que tudo se deu de modo transparente e em respeito às normas legais e éticas”, disse em nota. O senador não comentou a contratação de parentes de Valdenice com dinheiro do fundo —procurada, ela não respondeu.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
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