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Wellington e a intencional banalização do mal de um candidato com cara de anjo

Wellington do Curso recorre aos discurso de perseguição política para  explicar o que não consegue explicar

    Wellington recorre ao discurso de perseguição para explicar o que não consegue explicar

Depois de assistir o excelente filme sobre a filósofa Hannah Arendt (disponível na rede Telecine), que definiu a banalidade do mal como ato praticado pelo cidadão comum, que não se responsabiliza ou não acredita que o que faz de ruim não tem consequências para os outros, é que me lembro do candidato a prefeito de São Luís,  Wellington do Curso (PP).

Arendt conceituou esse aspecto da condição humana em seus artigos para a revista norte-america The New Yorker ao acompanhar o julgamento e considerar o nazista Adolf Eichmann um burocrata e não o monstro que encaminhou milhares de judeus de toda a Europa para os centros de extermínio.

É aí que encaixo Wellington do Curso, que não pode ser visto como uma aberração da natureza por não pagar impostos e tentar se apropriar do patrimônio do servidor público, segundo ação da Procuradoria Geral do Estado que o acusa de invadir um terreno do Fundo de Aposentadoria e Pensão – FEPA.

Mas é exatamente pela capacidade de banalizar o próprio mal que provoca, não por falta de consciência, mas por esperteza, que Wellington do Curso me assusta e se difere do burocrata nazista.

Ele utiliza e utiliza bem as redes sociais, onde a verdade e a mentira se misturam sem que parte dos leitores possam distingui-las por falta de habilidade de interpretação, para iludir e conquistar adeptos.

Em prefácio do livro “Como conversar com um fascista”, da filósofa Marcia Tiburi, o deputado federal, Jean Wyllys, observou que isso só poderia levar esse contingente digital a aderir aos discursos demagógicos e manipuladores que “interpelam preconceitos e sensos comuns históricos e propõem soluções fáceis, mas mentirosos e/ou autoritários para as questões complexas que nos envolvem diariamente”, como a criminalidade, mobilidade urbana, etc.

Não é à toa que Wellington do Curso está acima de 20% na preferência do eleitorado, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de votos.

É neste universo que ele se defende, afirmando que todas as acusações contra sua santificada pessoa, mesmo fundamentadas com documentos, não passam de perseguição política, por mais contraditória, vazia e mentirosa que sejam suas argumentações.

2 comentários sobre “Wellington e a intencional banalização do mal de um candidato com cara de anjo

  1. denis

    Lobo em pele de cordeiro, é o que dá para dizer de Wellington. E o pior que assim, ele vai criando mais espaço, fico triste como ainda existem pessoas que não tem entendimento; disernimento entre o bem e o mal.

  2. Leonardo

    Ele é um político ardiloso e isso não é bom em um ambiente em que a seriedade, transparência e justiça deveriam imperar! Um dia ele irá se ferrar se continuar assim.

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