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    Com R$ 2,4 milhões de Edilázio, São Bernardo já recebeu R$ 6,2 milhões em recursos federais e continua sem UTI

    São Bernardo e o fantasma do coronavírus

    O município de São Bernardo já recebeu em 2020 mais de R$ 6,2 milhões em recursos federais para serem aplicados na saúde pública municipal. Além desses recursos federais, o município ainda é obrigado a gastar no mínimo 15% da sua arrecadação na saúde.

    Detalhe interessantíssimo é que o deputado Edilázio Júnior enviou emenda parlamentar de R$ 2,4 milhões para o município de São Bernardo. Essa emenda parlamentar é um fato inusitado, porque o deputado teve apenas 25 votos nas Eleições 2018, que representa a ínfima porção de 0,18% do eleitorado bernardense.

    Edilázio ocupou a honrosa 22ª posição entre os deputados votados na cidade. O grupo do prefeito João Igor votou no deputado Hildo Rocha e não consta tenham rompido, pois em 30 de março de 2020, apenas um mês antes do pagamento da emenda milionária, estiveram juntos na Funasa em entrega de ambulância para a cidade. (Veja foto no final da matéria)

    Em reconhecimento aos 25 votos que teve nas últimas eleições, o deputado federal Edilázio Júnior destinas emenda de R$ 2,4 milhões para São Bernardo

    Apesar da verba milionária que está nas contas da Prefeitura, ou deveria estar, o prefeito João Igor, que é médico, não anunciou qualquer medida de impacto para o combate ao novo coronavírus, como a ampliação da rede municipal, abertura de leitos de UTI, compra de respiradores, equipamentos de proteção individual, chamados de EPI´s.

    Ao que parece, os recursos chegaram ao município, mas ainda não se tem notícia da sua aplicação pela Prefeitura para proteger a vida dos bernardenses.

    Para se ter uma ideia do volume de recursos recebidos, somente com a emenda federal do deputado Edilázio Júnior daria para adquirir cerca de 25 respiradores, considerando um preço médio de R$ 100 mil cada, que salvariam centenas de vidas na região.

    O prefeito João Igor

    Mas o prefeito João Igor já declarou: “Estamos preparados para receber pacientes suspeitos ou confirmados de Coronavírus. O nosso hospital conta ala de isolamento capaz de receber o paciente e, apenas em caso de evolução para um quadro mais grave, é que será encaminhado para outro município”, como publicou o blog Gildean Farias (https://gildeanfarias.com.br/estamos-preparados-para-receber-possiveis-pacientes-suspeitos-ou-confirmados-com-coronavirus-diz-prefeito-joao-igor/).

    Ou seja, apesar de ter recebido R$ 720 mil para serviços de Atenção de Média e Alta Complexidade e mais R$ 661 mil exclusivos para enfrentamento da covid-19, não há no hospital municipal um único leito de UTI para receber pacientes infectados pelo novo coronavírus.

    Nem se tem notícia de que, com os R$ 4,5 milhões recebidos para Atenção Básica a Prefeitura esteja montando um Hospital de Campanha para atender a região, ou mesmo tenha ampliado os leitos de enfermaria do acanhado Hospital Municipal Felipe Jorge.

    É preciso que a população fique atenta a correta aplicação desses recursos. O Ministério Público também precisa atuar, fiscalizar, cobrar da Prefeitura pronta resposta. Outros órgãos de controle também precisam ficar atentos a como os municípios estão aplicando esses recursos no enfrentamento da covid-19.

    O espaço no blog está disponível para que o prefeito João Igor e o deputado Edilázio Júnior apresentem o que está sendo executado com essa verba milionária recebida pelo município de São Bernardo para enfrentar o novo coronavírus.

    CONFIRA A EMENDA DE EDILÁZIO

    Na foto, de um lado um card do deputado Edilázio Júnior pedindo que o povo maranhense, incluindo o povo bernardense, apresente ao parlamentar os problemas do Maranhão. Do outro, o prefeito João Igor ao lado de seu deputado federal , Hildo Rocha.

    Projeto de Weverton inclui 44 municípios maranhenses no semiárido

    Pouca chuva e secas mais frequentes. Esta é a realidade de vários municípios da região Nordeste. O mapa do semiárido, a região de clima mais seco do Brasil, engloba 1.262 cidades. No Maranhão, atualmente são 6. Um Projeto de Lei (PL) do senador Weverton (PDT-MA) prevê o aumento desse número. O PL 2492/2019 inclui na área considerada como semiárido 44 municípios maranhenses.

    “A inserção de outros municípios do Maranhão na região do semiárido, sem dúvida, contribuirá para corrigir um equívoco histórico que excluiu durante anos as cidades de políticas públicas voltadas para a região como, por exemplo, as de combate à desertificação, recuperação de áreas degradadas, convivência com a seca e geração de emprego e renda, entre outras políticas de inclusão social e econômica. O que deixou desassistido dessas políticas um contingente populacional de 1,3 milhão de pessoas”, explicou o senador.

    A Constituição assegura ao semiárido nordestino a metade dos recursos aplicados em programas de financiamento ao setor produtivo destinados à região. Esse diferencial tem motivado os municípios a pleitearem a sua inclusão.

    Para o senador, a inclusão na região semiárida desses 44 municípios é fundamental para que as cidades tenham acesso a recursos e programas específicos de convivência com a seca.

    “Tenho certeza de que com tal ação melhoraremos os indicadores sociais e econômicos dos maranhenses moradores dessa área. Este projeto vai corrigir injustiças com a população da região que, além de ser castigada por grave escassez hídrica, não tem acesso aos recursos transferidos pela União”, ressaltou.

    O texto está na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado aguardando a designação de relator.

    Conheça os municípios incluídos no semiárido pelo projeto

    Afonso Cunha, Agua Doce Maranhão, Adeias Altas, Anapurus, Barão do Guajarú, Barreirinhas, Belágua, Benedito Leite, Brejo, Buriti, Buriti Bravo, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Colinas, Duque Bacelar, Humberto de Campos, Lagoa do Mato, Loreto, Magalhães Almeida, Mata Roma, Matões, Milagre do MA, Morros, Nina Rodrigues, Paraibano, Parnarama, Passagem França, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santa Quitéria do MA, Santana do MA, Santa Amaro do MA, São Benedito Rio Preto, São Bernardo, São Francisco do MA, São João do Sóter, São João dos Patos, Sucupira do Riachão, Timbiras, Tutóia, Urbano Santos, Vargem Grande.

    Deu no D.O.

    Choque de gestão  A prefeitura de Vitorino Freire contratou R$ 2.822.320,00 em materiais elétricos e de construção da Francisco Cândido Lima – ME, empresa que levou sete lotes para fornecer os apetrechos durante nove meses.

    Pé na máquina I – Já em Porto Franco o negócio foi investir R$ 2.473.858,76 na frota do município, divididos em quinze contratos, entre serviços de manutenção e aquisições de pneus e peças. R$ 1.241.270,76 foram em peças de reposição; R$ 836.762,00 em pneus e câmaras de ar; e R$ 395.826,00 foram destinados para a preservação dos veículos.

    Pé na máquina II – A empresa Auto Motordiesel Ltda. foi quem mais faturou e levou cinco contratos somados em R$ 1.366.870,76. Quatro no total de R$ 1.241.270,76 para fornecer peças; e um de R$ 125.600,00 para prestar serviços de manutenção. Em seguida vem a F P Comercial Ltda – ME com um bolão de R$ 922.950,00, referente a quatro contratos. Três contabilizados em R$ 722.870,00 por pneus e câmaras de ar; e um de R$ 200.080,00 para a manutenção dos veículos.

    Pé na máquina III – E por último, a Castro e Carvalho Ltda – ME encerra o cortejo com seis contratos com a marca de R$ 184.038,00. Quatro calibrados em R$ 113.892,00 para o fornecimento de pneus e câmaras de ar, e dois somados em R$ 70.146,00 para os serviços de manutenção.

    Frota incerta – Enquanto isso, em Vargem Grande o dinheiro público tomou o caminho de Luiz Raimundo Teixeira Lobato –EPP, que faturou R$ 3.773.376,00 em um contrato para fazer o transporte escolar, “com veículos devidamente adaptados e licenciados”. O extrato publicado no Diário Oficial não especifica o tamanho da frota contratada, e tampouco, o ano de fabricação.

    Com todo gás – Para completar a trajetória tortuosa, a prefeitura de Paço do Lumiar encheu o tanque para fazer o negócio andar; e contratou R$ 3.031.946,13 em combustível da Rolim e Rolim Ltda- ME. Distribuídos em quatro contratos, o petróleo vai abastecer as secretarias de Administração, Desenvolvimento Social, Educação e Saúde.

    Vá com Deus – Por outro lado, em São João do Carú a prefeitura garantiu a passagem dessa para melhor e contratou R$ 219.380,00 em urnas funerárias da M M de Sousa Jonsen – ME até o final de 2017. Com a benção do prefeito Francisco Vieira Alves, morreu, levou.

    Papel-moeda – No mesmo compasso e com o rendimento nominal mensal per capita de até ½ salário mínimo de 53,8% da população, a prefeitura de São Bernardo assinou quatro contratos pela hora da morte para a aquisição de RS 1.401.913,00 em material gráfico da Raimundo Nonato Martins Brito, empresa localizada em Chapadinha.

    Alegria, alegria I – Diante de tudo isso, só restou ao prefeito de Alto Alegre do Pindaré Francisco Dantas Ribeiro Filho produzir uma peça de ficção e contratar por R$ 20.400,00 a R F Diniz Comércio e Serviços – ME para fazer serviços de publicação em jornal de grande circulação, que possua tiragem diária mínima de 30 mil exemplares. 

    Alegria, alegria II – Segundo ranking divulgado em 2015 pela Associação Nacional de Jornais – ANJ, nenhum jornal maranhense esteve entre os 50 de maior circulação no País.  As tiragem foram de 249.297 do Super Notícia, de Minas Gerais, a 16.121 exemplares do A Notícia, de Santa Catarina, de acordo com o Instituto de Verificação de Comunicação– IVC.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
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