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    Temor de trocar a faixa por um par de algemas leva Bolsonaro a pôr eleições em risco. Por Denise Assis

    Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

    De que cor é o cavalo branco de Napoleão? A pergunta lhe soa absurda? Pois muito mais são as 88 questões enviadas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (STE). Simplesmente porque elas não querem dirimir dúvida alguma, mas tumultuar o processo eleitoral deste ano, previsto para outubro. A cada soma de respostas, eles enviam mais uma rama de perguntas, cujas respostas já estão contempladas no Código Eleitoral.  

    E a cada nova investida o TSE cede um pouco do seu poder de controle sobre o pleito. Onde estão os congressistas? Onde estão as instituições da sociedade civil que não se posicionam de maneira dura contra o golpe em curso que já fez eco até mesmo no Estado americano?

    Vamos deixar que eles venham nos “formatar”, ou vamos nós desmascarar de vez esta farsa à qual já se incorporou o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que abdicou do cargo de Comandante Geral do Exército, para ser investido no de ministro subordinado aos devaneios de um presidente que deve demais para aceitar perder a eleição?  

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    Bolsonaro teme trocar a faixa presidencial por um par de algemas para si e para os filhos – isto se a mulher escapar de também ser processada – e arrasta para a sua desdita o mesmo general que em Sete de Setembro do ano passado foi capaz de frear o golpe já em curso, às portas da suprema Corte. O Brasil anseia por votar no início de outubro, general, e o seu papel não é o de colocar tudo a perder.  

    É hora de nos perguntarmos para onde foram os brios do general? Mergulhou no lago Paranoá? Para onde foi o seu senso de responsabilidade para com o país, que espera de alguém que permanece na ativa, tendo sob si um contingente de quase 500 mil homens -outro grave erro e permissividade -, a garantia da democracia e da vontade popular?  

    Já não menciono o “modo Barrichello” dos presidentes do Supremo, Luiz Fux e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, que só foram perceber a agudez da crise nacional, 14 dias depois de verem aquele poder desafiado por um miliciano, “adotado” por um presidente que de longe vem dando apoio para esse segmento do crime.  

    Remexam nos arquivos da Câmara e o verão lamentar em discurso, que os milicianos do Rio de Janeiro não estivessem tão organizados quanto os da Bahia. Pesquisem os anais da Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj) e lá encontrarão homenagens de Flávio Bolsonaro a um policial que recebeu a comenda em sua cela do sistema penitenciário.  

    Fux e Pacheco não se tocaram da gravidade do momento, (ou se fizeram de mortos), cozinharam a crise a fogo brando até sentir o calor do fogão nos fundilhos, motivados que foram pelo vazamento da notícia de que o diretor da CIA, Williams Burns, que por aqui esteve em julho do ano passado e ontem fez chegar à imprensa brasileira, pela Reuters, sua preocupação com a corrida eleitoral no país.  

    E por que só agora? Porque só agora chegou às suas mãos – e a de vários parlamentares do Congresso americano e autoridades do alto escalão daquele país, um relatório elaborado por acadêmicos e instituições da sociedade civil no Brasil e nos Estados Unidos, conforme noticiado pela BBC News Brasil. Isto porque o Brasil nem sequer conta com um embaixador americano designado para aqui servir. O dossiê de 25 páginas pede aos americanos que se mantenham vigilantes sobre a eleição de 2022 e zelem pelas liberdades individuais e a democracia, em sua relação diplomática com o país, acima de interesses geopolíticos e comerciais.

    “Bolsonaro está criando condições para um ambiente eleitoral muito instável e, se perder, o mundo deve lembrar o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA e estar preparado para testemunhar uma versão provavelmente mais extrema disso no Brasil”, afirma o documento ao qual a BBC News Brasil teve acesso.

    A pouco mais de cinco meses das eleições, membros do alto escalão do governo Joe Biden e do Congresso dos Estados Unidos tomaram conhecimento que, tal como nos anos de 1970, o Brasil se prepara para uma “quartelada”, ou o que quer que esteja Bolsonaro preparando, com a conivência das Forças Armadas. É vergonhoso, é démodé, é ação de republiqueta.

    Não há por que o TSE se dobrar aos ditames e à tutela das Forças Armadas, quando desde que as urnas eletrônicas foram criadas em 1995, por pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do Centro Técnico Aeroespacial e técnicos da Justiça Eleitoral, elas funcionam perfeitamente. As urnas entraram em atividade nas eleições municipais do ano seguinte (1996), em 57 cidades, com sucesso. E já em 2000 todo o processo eleitoral foi eletrônico. Com o passar do tempo, o sistema se aprimorou.

    As urnas são produzidas por uma empresa externa, sob acompanhamento do TSE. Para as eleições de 2020, a fornecedora foi a empresa americana Diebold, que já atuou em outras eleições. Para 2022, a companhia brasileira Positivo venceu a licitação do governo brasileiro para fornecer o equipamento.

    Os aparelhos contam com sistema próprio, produzido por técnicos do TSE, e não tem conexão com a internet ou redes externas. Os votos são armazenados em cartões de memória que, após o término da eleição, são compartilhados com o TSE.

    O processo eleitoral é claro e preciso. O seu cargo, general Paulo Sérgio, é o de ministro da Defesa. O senhor pode ter jurado fidelidade a um governo passageiro – espera-se -, mas enquanto general da ativa o senhor serve ao país, ao Estado Brasileiro, e não ao governo Bolsonaro. O senhor está, no momento, cedendo às aventuras de alguém que deve e teme, mas ao retornar para o comando de suas fileiras, terá na sua biografia a nódoa de ter corroborado com os delírios de alguém que ameaça arrastar o país para uma ditadura.  

    Justiça italiana condena Robinho em instância final a 9 de prisão por violência sexual de grupo

    O atacante Robinho – Foto: Ivan Storti/Santos FC

    Com informações do UOL

    O atacante Robinho e o seu amigo Ricardo Falco foram condenados em última instância pela Justiça italiana a nove anos de prisão por violência sexual de grupo cometida contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão, em 2013.

    A sentença é definitiva, não cabe mais recurso e a execução da pena é imediata. A justiça italiana poderá pedir a extradição de Robinho e Falco, mas dificilmente eles serão mandados para a Itália, pois a constituição brasileira veta a extradição de brasileiros. 

    Desta forma a A Itália poderá pedir que eles cumpram as penas em uma penitenciária brasileira.

    Para isso, é necessário que a Itália peça a transferência de execução de pena à justiça brasileira e espere que o Superior Tribunal de Justiça faça a homologação da sentença estrangeira. Mas, segundo a Secretaria de Cooperação Internacional da PGR (Procuradoria Geral da República), “não existe um prazo para o trâmite do processo”.

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    Alexandre de Moraes determina retorno de Jefferson para o xilindró após alta hospitalar

    Reprodução: instagram

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a volta à prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson. A decisão, proferida na petição 9.844, foi tomada após o relator receber informações do hospital de que o quadro médico de Jefferson evoluiu e que ele tem condições imediatas de receber alta. O tratamento médico em um hospital particular, no Rio de Janeiro, com monitoramento eletrônico, havia sido autorizada pelo ministro em 4/9.

    Presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o ex-deputado teve a prisão preventiva decretada após postar em suas redes sociais diversos vídeos atacando os poderes da República e o Estado Democrático de Direito, em muitas ocasiões portando armas de fogo, praticando tiro ao alvo e ensinando pessoas a agredir agentes públicos.

    Com informações do Conjur

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    Morte na prisão em Barra do Corda: o criminoso uso político de uma tragédia

                           Francisco Ednei Lima Silva

    Do blog do JM Cunha Santos

    Há, ou pelo menos deveriam haver, limites humanitários para o exercício da atividade política. O respeito à dor alheia, por exemplo, à comoção de uma cidade diante de uma morte inesperada, o respeito ao desespero de familiares e amigos, precisam ser resguardados acima de qualquer interesse em querer atingir os adversários.

    É deprimente a forma como deputados e a mídia sarneisista vem utilizando a morte incidental do comerciante Francisco Ednei Lima Silva, após sua prisão em virtude de um acidente de trânsito, para angariar ganhos políticos e fustigar o governo do Estado. E sabendo que Flávio Dino deles herdou o mais completo desastre na segurança pública e busca consertar com investimentos maciços, responsabilidade e determinação; sabendo a situação degradante em que deixaram todos as prisões, todos os prédios, todas as polícias, todas as delegacias.

    O governo informa que a estrutura existente em Barra do Corda tem por finalidade garantir o banho de sol de presos provisórios e que em janeiro de 2015 o governo Flávio Dino encontrou 1.600 destes presos em delegacias, número reduzido a menos de 800, mesmo com o aumento de 50 % na detenção de suspeitos.

    Querem apontar culpados por um crime que é mais deles que de qualquer um. Eles sucatearam o Sistema Estadual de Segurança Pública, pois mais ocupados estavam em reverter processos por corrupção que poderiam levar eles mesmos à cadeia.

    Todos lembram. Todos sabem o perigo que foi viver no Maranhão, especialmente em São Luís, nos anos de 2013 e 2014, durante o governo Roseana Sarney. Na maioria dos casos, não havia nem onde prender ninguém, nem polícia suficiente para fazê-lo. E, embora criando 1400 novas vagas no sistema prisional nos últimos dois anos, é óbvio que o atual governo ainda não teve tempo de consertar tudo o que eles esbandalharam. Só por deter a verdadeira olimpíada de crimes ocorrente no Maranhão durante o governo Roseana Sarney, a Secretaria de Segurança Pública já merece ser aplaudida.

    A polícia já instaurou inquérito para apurar a morte do comerciante, conforme informações, vítima de uma crise de hipertensão cuja origem ainda precisa ser esclarecida. Mas usar essa lamentável tragédia como arma contra adversários políticos, colocando a família enlutada no meio de um tiroteio verbal que só pode agravar a sua dor, é de uma impiedade e falta de caráter capaz de fazer corar um frade de pedra.

    Meus pêsames à família de Francisco Edinei Lima Silva.

    Meus pêsames ao Maranhão, pela existência de gente disposta a obter dividendos políticos tripudiando sobre a dor alheia.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
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