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    Por uso de avião pago por empresário, MPF pede condenação de Weverton em processo concluso para decisão

    Aeronave utilizada por Lupi e Weverton em viagem ao MA em 2009 é a mesma que caiu em 2021 matando a cantora Marília Mendonça

    Mais um processo por improbidade administrativa contra o senador e pré-candidato Werverton Rocha (PDT)ao governo do Maranhão, está concluso para decisão depois de dez anos de tramite na 6a Vara Federal Cível em Brasília.

    Desta vez ele é acusado pelo Ministério Público Federal por ato de improbidade administrativa quando ocupava o cargo de assessor de gabinete então ministro do trabalho e emprego, Carlos Lupi, em 2009.

    Lupi e Weverton viajaram ao Maranhão e visitaram vários municípios sempre a bordo de um avião fretado pelo empresário Adair Meira, que gerenciava duas entidades que mantinham ao menos nove convênios com o ministério comandados pelos pedetistas.

    Carlos Lupi

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    O MPF ressalta que quase todos os convênios com as entidades gerenciadas por Meira foram firmados ou tiveram sua vigência com o início após a viagem ao Maranhão.

    As ONGs representadas pelo empresário possuíam contratos que somavam 17,3 milhões de reais.

    “Nesse sentido, havia interesse direto de Adair Antonio Freitas Meira, representante das empresas Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração – RENAPSI e Fundação Pro-Cerrado em viabilizar o frete da aeronave particular em benefício dos demais requeridos”, justifica o MPF.

    Além do ex-ministro, atual presidente do PDT, do ex-assessor, atual senador, do empresário Meira e suas entidades, o ministério público também arrola Ezequiel Nascimento, chefe da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do MTE, responsável pela assinatura dos contratos.

    A passagem da comitiva ministerial pelo estado nos dias 11, 12 e 13 de dezembro foram registradas em jornais e programas de Tv.

    A viagem revelada pela revista Veja em novembro de 2010 levou Carlos Lupi ao purgatório. Em dezembro no mesmo ano, Lupi pediu demissão.

    Patrocinada pelo escritório Willer Tomaz Advogados Associados, a defesa de Weverton alega, dentre outras, que além de sua condição de assessor não permitir exercer qualquer tipo de influência no ministério e não constar dos autos nenhum documento com sua assinatura, os fatos apontados na ação do MPF foram tratados em ação penal já arquivada.

    “Por tais razões, o Inquérito Policial n.o 1013660-34.2018.4.01.3400, que tramitava perante o d. juízo da 12a Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, foi arquivado com base no art. 18 do Código de Processo Penal, com o consequente trancamento das investigações”, advoga Willer Tomaz.

    Nas alegações finais apresentadas em fevereiro de 2020, o MPF manteve o pedido de condenação de todos os acusados.

    Por coincidência, triste, a aeronave King Air, prefixo PTONJ fretada por Meira em 2009, é a mesma que caiu na cidade de Piedade de Caratinga, Minas Gerais, em novembro de 2021, matando a cantora e compositora Marília Mendonça e outros quatro tripulantes.

    Reino Unido, Alemanha e mais 6 países proíbem voos com Boeing que caiu na Etiópia

    Modelo esteve envolvido em dois acidentes fatais nos últimos cinco meses

    FOLHA – O Reino Unido e a Alemanha anunciaram nesta terça (12) que proibiram voos com o Boeing 737 MAX de decolarem, pousarem ou circularem em seu espaço aéreo.

    Com isso, ao menos oito países já tomaram medidas para proibir voos com o modelo. Malásia, Austrália, Cingapura e Omã também vetaram o 737 MAX em seu espaço aéreo. Na segunda (11), China e Indonésia determinaram às empresas que operam em seus países para deixar de utilizá-lo.

    O modelo esteve envolvido em dois acidentes nos últimos cinco meses. O último deles, no domingo (10), matou 157 pessoas na Etiópia. Outro, em outubro, deixou 189 mortos na Indonésia.

    “A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido tem monitorado a situação de perto. No entanto, enquanto não temos informações suficientes, como medida de precaução, emitimos instruções para impedir que qualquer voo comercial de passageiros de qualquer operadora possa pousar, decolar ou sobrevoar o espaço aéreo do Reino Unido”, disse um comunicado da entidade. “Esta diretiva será válida até um novo aviso”.

    O bloqueio na Alemanha foi anunciado pelo ministro dos Transportes, Andreas Scheuer, em uma entrevista na TV.

    No Brasil, pousos, decolagens e sobrevoos do 737 MAX seguem liberados. A Gol, única empresa nacional que possui unidades do modelo, anunciou na noite de segunda que deixará de utilizá-los temporariamente.

    Países que vetaram voos com o 737 MAX

    -Alemanha
    -Austrália
    -China
    -Cingapura
    -Indonésia
    -Malásia
    -Omã
    -Reino Unido

    Ao todo, ao menos 25 companhias aéreas decidiram parar de voar com o 737 MAX, segundo levantamento do jornal The New York Times. Após o acidente de domingo, passageiros publicaram questionamentos em redes sociais sobre a segurança da aeronave.

    De acordo com a revista técnica Flightglobal, cerca de 40% dos 737 MAX em operação no mundo foram retirados de circulação pelos bloqueios temporários.

    Algumas das empresas que pararam de usar o 737 MAX

    -Gol (Brasil)
    -Aerolíneas Argentinas
    -Aeromexico
    -Air China
    -TUI (Alemanha)
    -Eastar Jet (Coreia do Sul)
    -Norwegian Air (Noruega)
    -Royal Air Maroc (Marrocos)

    A autoridade de aviação dos EUA (FAA) emitiu na segunda (11) uma notificação que autoriza as operadoras a seguir com o uso do 737 MAX.

    “Sem mudanças. Seguimos participando da investigação do acidente e decidiremos os passos a dar em função dos elementos que encontrarmos”, disse um porta-voz da FAA à AFP. Com isso, empresas como American Airlines e Southwest mantém as unidades deste avião em sua frota.

    Algumas companhias que seguem usando

    -American Airlines
    -Air Canada
    -Turkish Airlines
    -Icelandair
    -Southwest

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça (12) que os aviões se tornaram “complexos demais para voar”.

    “Os pilotos não são mais necessários, e sim cientistas da computação do MIT”, acrescentou ironicamente, referindo-se ao prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

    A Boeing, cuja sede fica em Chicago, nos Estados Unidos, disse que está trabalhando com a FAA desde o acidente na Indonésia, em outubro, para melhorar o software de controle, e que a atualização deve ser entregue nas próximas semanas.

    “Especular sobre a causa do acidente e discutí-lo sem saber todos os fatos importantes não é apropriado e pode comprometer a integridade da investigação”, escreveu Dennis Muilenburg, CEO da Boeing, em um comunicado aos funcionários, obtido pela AFP.

    O MAX é a quarta geração do Boeing 737, que foi lançado em 1967 e se tornou o avião comercial mais vendido do mundo.

    O modelo é oferecido em quatro tamanhos, 7, 8, 9 e 10, sendo que o 8 teve maior procura. Desde o lançamento, em 2017, foram encomendadas mais de 5.000 unidades do 737 MAX, de acordo com a agência Bloomberg.

    Uma aeronave 737 MAX 8 custa em média US$ 121,6 milhões (R$ 467,9 milhões), segundo a Boeing. Esta foi a versão envolvida nos dois acidentes.

    Na comparação com as versões anteriores, o MAX tem motores maiores, automação de mais itens e capacidade de voar distâncias maiores (até 6.570 km),

    A avião também consome menos combustível: segundo a Boeing, e gasta 13% menos na comparação com outras aeronaves atuais de porte similar, com apenas um corredor interno. A empresa também diz que a aeronave é 40% mais silenciosa.

    Informações da Aeronáutica desmontam fake news da IstoÉ para atingir Weverton

    As Informações de Ocorrência Aeronáutica do SIPAER registram que o avião decolou da cidade de Mossoró (RN) com destino a Crateús (CE).

    Relatório do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) desmonta fake news criada por IstoÉ para atingir o candidato do PDT no Maranhão ao Senado, Weverton Rocha. Em reportagem intitulada de ‘O Projeto Haddad: como Lula montou um QG de campanha na cadeia”, a revista traz uma série de informações equivocadas sobre a suposta cooptação do apoio do deputado federal maranhense comandada pelo ex-presidente.

    A controversa matéria da IstoÉ divulgada esta semana aborda os comandos de Lula para garantir apoios estaduais ao projeto de Fernando Haddad (PT) à Presidência nos estados de Alagoas, Ceará e Maranhão.

    Um dos que teria sido beneficiado financeiramente com as negociações foi Weverton Rocha, que teria recebido R$ 6 milhões a mando de Lula e articulado pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto.. Em trecho cheio de inconsistências, a IstoÉ fala que um avião com esse dinheiro saiu do Ceará com destino a São Luís, mas acabou caindo na cidade de Boa Viagem (CE).

    As Informações de Ocorrência Aeronáutica do SIPAER, no entanto, registram que o avião decolou da cidade de Mossoró (RN) com destino a Crateús (CE). Apesar disso, de acordo com a IstoÉ, um policial que escoltava o dinheiro foi o responsável por fazer com que o dinheiro chegasse até as mãos de Weverton.

    A publicação não explica como o dinheiro saiu da aeronave acidentada, e não cita os nomes do piloto e do suposto policial, e não especifica como e onde foi feita a entrega dos recursos para a campanha do candidato pedetista, em troca do apoio à candidatura de Haddad.

    Líder nas pesquisas no Maranhão, o deputado federal tem sido alvo de constantes ataques da oposição sarneyzista, que tenta a todo custo eleger pelo menos um representante da família para o Senado Federal.

    As inconsistências jornalísticas, somadas ao desespero da oligarquia e as informações oficiais do voo que são totalmente contrárias as da revista evidenciam uma suposta manipulação para atacar Weverton. Não é a primeira vez que o clã Sarney utiliza a IstoÉ para esse tipo de prática em período de eleição.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
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