Blog do Garrone

Sarney: esperança e perversidade

Por Francisco Gonçalves

O velho oligarca José Sarney

O velho oligarca José Sarney

Esperança e perversidade. Sarney defende o governo golpista de Temer relembrando, em seu artigo semanal, a boa convivência das elites aristocráticas e como a abolição da escravatura, agenda dos liberais, foi levada a cabo por gabinete conservador.

Ocorre que a abolição da escravatura foi um ato efetivado sob a égide da negação de direitos. O que daria efetivamente liberdade aos escravos foi negado: o acesso à terra.

Até hoje, em pleno século XXI, os descendentes dos africanos escravizados no Brasil lutam pelo direito à terra, pelo reconhecimento e titulação dos territórios quilombolas, agora cada vez mais difícil por conta das medidas tomadas pelo governo Temer.

A quem interessa a esperança anunciada por Sarney?

A proposta Temer de flexibilização da jornada de trabalho e salários destrói sonhos e esperanças da maioria da população que vive de salário.

Ao invocar a figura do Marques do Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, como exemplo de conciliação e tolerância para criticar o debate nas redes sociais e na sociedade, o ex-presidente da Arena retoma o sonho de todo coronel, o de uma democracia sem povo, de uma república de afilhados e padrinhos, de uma democracia sem o contraditório.sarney coluna

2 comentários sobre “Sarney: esperança e perversidade

  1. JOSEMAR PINHEIRO

    Infelizmente, mais uma vez o ex-presidente Sarney despreza a história e renega a condição de ser estadista (como eu já disse antes em seu canal de televisão), porque esquece o que disse na proclamação da Constituição de 1988: o país seria ingovernável com qualquer presidente que não tivesse maioria no Congresso. O Dr. Sarney continua a ser um político paroquial sem dimensão do que representa para história do Maranhão e do Brasil. Esquece do que disse e do que fez, assim ficará na história apenas com uma página virada para continuar o status quo vigente, para quem conviveu com Bandeira Tribuzzi e fez mimos para Lula e Dilma (pertencendo tb à Banda Nova da UDN)i e pelo que fez pelo Maranhão, é muito pouco, poupe-se da família e seja você mesmo para ficar bem com a história! A história não o absolverá. Josema rPinheiro

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