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Roberto Rocha aproveita votação do impeachment para golpear Flávio Dino

O senador Roberto Rocha vota pelo impeachment de Dilma e manda duro recado para Flávio Dino

O senador Roberto Rocha vota pelo impeachment de Dilma e manda duro recado para Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PSB) resolveu bater de frente no governador Flávio Dino desqualificando não só o político, mas também a sua competência como operador do Direito.

Na sessão do Senado sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma, já na madrugada desta quinta-feira, exatamente às 3 horas da manhã, Rocha iniciou o seu discurso fazendo questão de cumprimentar – mesmo sem ele estar presente – o presidente Renan Calheiros pela “firmeza com que obstruiu a tentativa bisonha de um conterrâneo meu de invalidar a vontade soberana do parlamento brasileiro”.

Foi o um torpedo direto em Flávio Dino que orientou Waldir Maranhão na decisão de anular a votação da Câmara, dia 17 de abril, que aprovou a aceitabilidade do impeachment.

Não por discordar da tese do governador, mas por considerá-la bisonha!

A intenção do ataque ainda ficou mais clara por abordar o assunto em uma sessão para decidir o afastamento da presidente da República e não a  legalidade do trâmite do processo, confirmada liminarmente pelo STF ainda na quarta-feira.

Para completar, embora ressalte que o impeachment seja também um processo político, ele fez questão de destacar que a sua decisão favorável a receptibilidade das acusações contra Dilma foi fundamentada em “minucioso estudo realizado tecnicamente” por sua assessoria, “abordando os aspectos legais imputados na denúncia”, para contrapor Flávio Dino, ex-juiz federal, que considera o impedimento da presidente um golpe por não haver razões constitucionais que o justifique.

Roberto, em alguns casos, só quem não te conhece que te elege!

Assista vídeo com a votação de Roberto Rocha

12 comentários sobre “Roberto Rocha aproveita votação do impeachment para golpear Flávio Dino

  1. Samuel Barrêto

    Quando chegou o período da eleição tive uma tremenda dúvida na hora do voto para o senado federal, já que era de suma importância derrotar o Sarney, não votando no Gastão Vieira e para os companheiros de sonhos e de luta o campanha do Haroldo não havia pegado vento e nem o Dutra era candidato ao Senado, então vieram os conselhos: “o negócio é votar no Roberto para derrotar a oligarquia”- assim tive a infelicidade de depositar o meu voto de luta e ainda fazer campanha para este traidor do povo e da liberdade, pois na verdade este nunca deixou de ser Sarney. Agora declaro o meu profundo arrependimento por este voto.

  2. Paulo

    Caro Garrone,

    De certa forma o Senador tem razão, quando Zé Reinaldo e Jackson governou o pessoal de Sarney pedia 24 hs que não mandasse recurso para o Maranhão. Quando Roseana assumiu, em decorrência da gritante falta de administração, os recursos foram extremamente disperdiçados em projetos faraônicos. Acho que o Senador aproveitou para dar uma resposta ao PT pelos anos de atraso em que o Estado do Maranhão ficou nestes 13 anos.

    Não acho que foi rompimento do Senador com o governador, estamos em outro momento, onde cada um tem a liberdade de expressar sua opinião com tanto que seja fundamentada, não existe mais a mordaça do grupo Sarney. Creio que o Governador não aceite este tipo de prática do grupo Sarney onde quem divergia era expurgado de imediato.

    P.S – Sou PT de pedigree desde 1985. O PT fez muito pelo Brasil, quanto ao Maranhão, somente os programas sociais.

    1. garrone Autor da Postagem

      Paulo a questão aí não é o voto dele, mas suas declarações extemporâneas, como por exemplo citar o caso Waldir Maranhào, já bastante repercutido na segunda-feira. E um detalhe ele não atingiu Waldir, mas a ação de anular que foi orientada por Flávio Dino; e depois qual a necessidade de mandar sua assessoria fazer um estudo sobre a legalidade do impeachment para justificar o seu voto, a não ser para contrapor Flávio que afirma que não há razões constitucionais para o impedimento, e ainda entregar esse estudo para mesa diretora da Câmara. Não seria o caso de um debate entre os dois até mesmo através da imprensa. assista o seu voto e leia o que escrevi. José Reinaldo, por exemplo, mudou de voto em cima da hora, mas justificou dirigindo-se apenas ao PT. Votar contra ou a favor do impeachment é problema de cada um, que aliás sabe a dor e a delícia de ser o que é!

  3. Chaguinha Silva

    O Senador Roberto Rocha foi eleito por duas razões muito simples. primeiro, a oposição queria dar um basta no que ainda tinha de Sarney. E vendo-se sem opções que lhes garantissem a vitória, o nome ideal mesmo era o dele. Segundo, o poder financeiro que ninguém, nem um outro candidato era capaz de sustentar financeiramente a Campanha.

  4. Joseany

    Esse Flávio Dino vive arrotando que foi juiz para se achar o jurista dos juristas e dizer que o impeachment de Dilma é golpe, inclusive ao contrário do STF. Outro dia um juiz federal (que não é da seção judiciária do Maranhão) me disse que a grande parte da categoria dos juízes federais está com raiva porque Dino invocou-se como ex-presidente da AJUFE (inclusive usando o nome da entidade) para posicionar-se a favor de Dilma. Se ele queria se posicionar em favor dela, que o fizesse sem seu nome. A posição da AJUFE é favorável ao impeachment , ao contrário de Dino. Portanto, prefiro acreditar nos meus livros a confiar em um homem que tem tanto “amor” por aquela senhora. Esse homem para mim estou para o fosso da história, junto com seu tão alegado “saber jurídico”. Quanto a Roberto Rocha, bem sei quem é. Também não vale o que o gato enterra. A família Sarney, oportunista também nem se fala. Infelizmente o Maranhão não tem opção é ainda chega a cavalgadura do Waldir para denegrir o nome do Estado. Pobre Maranhão!

  5. Joseany

    E isso fora o fato de ele ter utilizado recursos públicos do Estado para pagar fretes de jatinhos e expressar seu “amor e fidelidade”, indo para Brasília servir o rivotril para a Dilma. Ele que gosta tanto de falar juridiquês, deveria prestar atenção neste “pequeno” ato de improbidade administrativa. Sou mais aquele juiz, dr. Paulo de Vargem Grande, que disse que Dino deveria era trabalhar pelo Estado. Pobre Maranhão!!!!

  6. JOSEMAR PINHEIRO

    É necessário que sde instale no Brasil a cultura da democracia e não somente da legalidade, a primeira é que propicia a abertura da outra, pois, em país onde não existe segurança jurídica, vive-se ao sabor dos apetites financeiros e políticos. Roberto Rpcha foi eleito junto com Flávio Dino para fazerem a diferença quanto ao modelo implantado no Maranhão e vigente ainda no Brasil; monopolista, oligárquico e patrimonial. Vejamos: optou por ficar fiel às suas origens (Luiz Rocha), que apesar de tudo tinha uma visao popular, não social, portanto, lamento profundamente mais não contará mais RR com os votos de nossa família nem com a recomendação aliando-se ao que pior há na política brasileira, leia-se de Romeu Tuma Júnior: Assassinato de Reputações para se avaliar a conduta do Sr. Temer na vida pública em São Paulo. A democracia pressupõe a tolerância de pensamentos contrários e também ética na política, políticos oportunistas, carreristas e de conveniência, jamais serão eternizados por suas condenáveis opções de interesses familiares e de grupos econômic-financeiros sem comprometimento com o interesse público. Josemar Pinheiro

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