Blog do Garrone

O boa vida: Roberto Rocha utiliza dinheiro público para pagar segurança privada

   Rocha aproveita a segurança privada para se divertir tranquilamente no Rio Balsas

Se o maranhense tinha alguma dúvida para que serve um senador, a cada dia deixa de tê-las com os exemplos do senador Roberto Rocha que confirmam as desconfianças históricas nutridas pela população de servirem apenas para atender seus próprios interesses.

Depois do descaso com a ameaça de redução do Fundeb e da declarada fidelidade às reformas do governo Temer, Rocha demonstra mais uma vez a utilidade do cargo ao receber dinheiro público para pagar segurança privada, um privilégio de poucos dentro do próprio Senado, onde todos gozam de privilégios independente de qualquer moralidade.

O gasto de Rocha é cem mil vezes o maior de todo o Senado, onde apenas outros treze, dos oitenta e um senadores, utilizaram a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar para bancar seguranças privada.

Somente nos primeiros quatro meses de 2017, o – pelo visto – paranoico senador maranhense pagou a FC de Lima Alves Serviços – ME, R$ 45 mil reais pelos “serviços” prestados nos meses de fevereiro, março e abril; quase R$ 20 mil a mais do que Fernando Collor – PTC /AL (R$ 27.655,07) e o triplo de José Agripino – DEM/RN (R$ 15.926,64), que também assim o fizeram.

Os outros 10 senadores que utilizaram segurança privada gastaram no mesmo período entre R$ 500 e R$ 4 mil, geralmente para fazer manutenção da segurança eletrônica, com custo infinitamente menores.

Gastos de Roberto Rocha com a Cota Parlamentar em 2017

 Gastos extras de RR em 2017, principalmente com Correios

Para completar a singularidade do nosso glorioso senador, a FC tem o nome de fantasia Portal Eventos, com endereço em Imperatriz e possui como atividade econômica principal, “serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios presidiais”, e entre as secundárias a de serviços domésticos, pessoais, construção de edifícios, etc.

Em 2016, a mesma Portal Eventos garantiu a segurança contra os fantasmas e inimigos que ameaçam Roberto Rocha, que no Senado só perderam para os que atentavam a vida do ex-presidente Collor, que pagou R$ 315 mil reais a Citel Service por conta da sua segurança privada.

Nesse ano, Rocha ficou em segundo lugar no ranking do pavor com R$ 87 mil, seguido de Agripino com R$ 51 mil, Flexa Ribeiro – PSDB/PA (R$ 12.774,38) e a turma da vigilância eletrônica com gastos entre R$ 7 mil e R$ 104 reais.

A empresa presta serviços de segurança privada, segundo as notas apresentadas ao Senado para receber dinheiro público para pagá-las em São Luís e Imperatriz.

Conhecido como “Asa de Avião”, Roberto Rocha ainda recebeu em 2016, R$ 11,7 mil em diárias e R$ 15 mil em ressarcimento pela passagem aérea para Berlim, na Alemanha, onde participou da ITB – Internacional Tourism Exchance Convention.

Tamanha segurança talvez se justifique pelos valores que receber para exercer o seu mandato, o maior dentre os três senadores maranhenses.

Em 2016 foram R$ 412.919,87, e R$ 134.327,29 em 17, contra R$ 269 mil, e R$ 119 mil de João Alberto, e R$ 186 mil e R$ 28,7 mil de Edison Lobão, em cada ano.

O Senado custeia como “gastos extras” o consumo em Brasília de combustível, material de limpeza, papelaria, alimentação, Correios e as viagens oficiais autorizadas pela Casa.

E estabelece como cota os recursos para bancar as atividades dos digníssimos em seus estados, como segurança privada, aluguel de escritório, locação de veículos, dentre outras regalias bancadas com dinheiro público.

Basta apresentar a nota, que o povo paga!

Então, Roberto, é pra isso que serve um senador?

Um comentário sobre “O boa vida: Roberto Rocha utiliza dinheiro público para pagar segurança privada

  1. Macabeu

    Essa putrefato política e seus odores, faz com que, os homens honesto perca a capacidade de se indignar. Politico do tipo Roberto Rocha, Lobão, Sarney e João Alberto, para ficar só nessa carniça do Maranhão, são seres depreziveis, do tipo canalhas que impestam o cenário corrupto da politica brasileira, pior não existe aqui é fim da linha.

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