Blog do Garrone

Na terra arrasada pós-Cunha, Fufuca sonha ser o rei do baixo clero

Eduardo Cunha dando conselhos ao deputado Fufuquinha

Eduardo Cunha dando conselhos ao deputado Fufuquinha

A Câmara dos Deputados virou uma nau sem rumo desde que o comandante de uma tropa de mais de 300 parlamentares foi afastado pelo STF. Um articulador astuto, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) comandava a maior parte da Câmara, o chamado “baixo clero”, com troca de favores, indicação para comissões e relatorias.

No entanto, esse baixo clero anda órfão, desde que o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Cunha, acusado pela de usar seu mandato para fugir das investigações.

Desde o dia seguinte ao impeachment, André Fufuca tem tentado colar no presidente interino Michel Temer. Quer se fazer de interlocutor do estado junto ao governo provisório. Neste pleito, tomou um drible da vaca do governador Flávio Dino que deve estar tonto até agora. Antes que voltasse do final de semana fora de Brasília, já encontrou a foto do governador sendo recebido por ministro do governo Temer.

Mas é outro também o objetivo de Fufuca ao tentar aproximar-se de Temer. Conhecido pela assiduidade a encontros sociais entre parlamentares, Fufuca é o rei do tapinha nas costas entre o baixo clero. Conhece os outros parlamentares de sua mesma estatura política pelo nome e vícios. Sonho em ganhar mais visibilidade nacional ocupando ao menos parte do vácuo gerado após a saída de Cunha.

Muita pretensão para quem é o deputado nº 351 no ranking do Atlas Político da Câmara que mede desempenho de parlamentares. Tarefa mais difícil ainda para quem tirou nota 0,22 no critério “debate parlamentar”…

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