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Máfia da Sefaz: Não existe um corrupto no mundo que não diga que é um perseguido político

Roseana Sarney, a eterna perseguida política

                                     Roseana Sarney, a eterna perseguida política

Acusada de fazer parte de uma organização criminosa responsável pelo rombo de quase R$ 1 bilhão de reais nos cofres públicos, a ex-governadora Roseana Sarney aposta suas últimas fichas na conquista de um mandato eletivo em 2018, com o qual acredita poder escapar de uma condenação nos tribunais superiores, ainda sob forte influência do seu pai, o ex-senador José Sarney.

É neste sentido que ela constrói um discurso político de perseguição e de vitimização amplamente divulgado nas redes sociais e através dos seus veículos de comunicação, como estratégia de defesa e convencimento de sua inocência perante o julgamento da sociedade, para que não seja condenada nas urnas nas próximas eleições.

O problema é que por não conseguir apontar fatos verdadeiros que possam minimamente insinuar uma maquinação promovida pelo governador Flávio Dino em conluio com o Ministério Público e setores da Justiça, com o objetivo de lhe atingir, ela recorre a mentira e a manipulação.

Depois de inventar que o promotor Paulo Barbosa Ramos fez um acordo com a juíza Cristiana Ferraz para aceitar a sua denúncia, dentre outras patranhas, a edição deste final de semana do jornal O Estado do Maranhão traz – se é que se pode chamar de reportagem – um texto falacioso afirmando que a denúncia do caso Sefaz partiu do próprio Palácio.

Manipulação

E mais uma vez a mídia sarneysista inverte os fatos e datas para desqualificar a ação do MP para fazer crer que Paulo Barbosa Ramos apenas assinou a denúncia, que teria sido produzida e encaminhada à promotoria pela Secretaria de Transparência e Controle, no dia 16 de setembro, um mês antes da sua apresentação à Justiça.

Mas basta ler o ofício do secretário Rodrigo Lago, que o desacreditado matutino dos sarneys publica como prova de suas desesperadas alegações, para desmontar o engodo.

oficio-rodrigo-lagoNo documento, o secretário de Transparência e Controle comunica o encerramento da auditoria, com a expedição do seu relatório definitivo, e o atendimento a recomendação feita desde a expedição do relatório preliminar, para que fosse constituída comissão mista, formada por servidores da Sefaz e da Procuradoria Geral do Estado, que fizeram a análise dos pontos auditados e apresentaram um relatório, juntamente com diversos elementos probatórios que lhe dão suporte.

O relatório preliminar é de 2015 e é citado na ação como fundamental para a comprovação das condutas criminosas da conhecida Máfia da Sefaz.

Ainda na ação, o promotor explica que em janeiro de 2015 foi instaurado procedimento investigatório criminal, por meio da Portaria nº 022015, para apurar “suposta prática de crime de lavagem de dinheiro praticado, em tese, por Euda Maria Lacerda, através de transações bancárias atípicas realizadas em sua conta, o que desencadeou a descoberta da existência de uma verdadeira organização criminosa que atuava no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz)”.

Perseguição

O promotor Paulo Barbosa Ramos: investigações desde 2015

O promotor Paulo Barbosa Ramos: investigações desde 2015

Quanto a reprodução das informações levantadas pela auditoria é resultado da avaliação do Ministério Público, que as considerou pertinentes, como sempre ocorre em outras ações seja do MP estadual ou federal, que cita investigações do Tribunal de Contas da União ou da Controladoria-Geral da União.

Segundo dados obtidos site Atual 7,  por meio da Lei de Acesso à Informação, a STC realizou mais de 300 auditorias em apenas 12 meses, e todos os relatórios com a devida defesa dos acusados foram enviados aos órgãos competentes, como PGE, MP, TCE, Polícia Federal, etc.

A tese de perseguição política também cai por água abaixo, quando se observa que a presente auditoria  limitou-se à Sefaz e não possui nenhuma referência à ex-governadora Roseana Sarney, acusada pelo entendimento próprio da promotoria.

Aliás, a tentativa de politizar as acusações do Ministério Público, é um recurso típico dos poderosos ao serem acusados de desviar dinheiro público.

– Não existe um corrupto no mundo que não diga que é um perseguido político –  constata o presidente da Transparência Internacional, José Carlos Ugaz, ao anunciar que a entidade vai implantar no Brasil um centro de análise e pensamento anticorrupção.

Veja trechos da ação do MP que desmontam mais uma mentira do sistema Sarney 

Trecho da ação do MP revelando que as investigações começaram em 2015

Trecho da ação do MP revelando que as investigações começaram em 2015

Outro trecho da ação, onde o promotor se refere ao relatório preliminar da STC expedido em 2015

Outro trecho da ação, onde o promotor se refere ao relatório preliminar da STC expedido em 2015

Um comentário sobre “Máfia da Sefaz: Não existe um corrupto no mundo que não diga que é um perseguido político

  1. MACABEU NETO

    Só em falar, no maldito nome Roseana Sarney, automaticamente você leva a mão no bolso como proteção a sua carteira, ai vem essa infame e diz que está sendo perseguida. Se esse puteiro chamado Brasil fosse um país minimamente sério essa ladra descarada, estaria presa incomunicável, se essa megera for presa um dia, ela tem que ficar isolada, para os presos não fazer justiça com as próprias mãos. Nesse paiszin vagabundo, onde só preto, puta e pobre vai preso e agora gente do PT, é bom para os corruptos tipo Roseana Sarney, Ricardo Murad, o velhaco José Sarney, o filho corrupto Fernando Sarney, o golpista Sarney Filho e uma carrada de laranjão chefiado pelo capacho Bacará Sarney, agora vão dizer que é perseguição….

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