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“É uma obra certa no lugar certo”, diz Flávio Dino ao abrir o 2º Museu do Reggae do mundo

Uma noite de festa para a cultura e a história do reggae maranhense. Assim foi a inauguração do Museu do Reggae Maranhão realizada pelo governador Flávio Dino nesta quinta-feira (18). A casa funciona no Centro Histórico de São Luís e é a segunda em todo o mundo. A primeira fica na Jamaica.

“É o cumprimento de mais um compromisso. Me comprometi com isso; e muitos pensaram que mais uma vez não haveria reconhecimento da importância do reggae para a cultura do Maranhão”, disse o governador.

“É uma homenagem também à forte presença da cultura negra do Maranhão. Por isso o museu aqui no Centro Histórico é uma obra certa no lugar certo”, acrescentou.

O novo museu é a realização de um sonho antigo dos regueiros, concretizado pela iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

O secretário Diego Galdino disse que a casa possui uma função social e histórica: “Ele também gera a economia criativa, como vem acontecendo com a Quinta do Reggae, criando trabalho e renda para a população”.

Memória e diversão

Entre os objetivos do Museu do Reggae Maranhão, estão a materialização das memórias do ritmo jamaicano que conquistou o estado. Por isso, não poderia faltar o ritmo, que esteve nas apresentações e shows de cantores, radiola e DJs históricos que se apresentaram no palco da Praça do Reggae, localizada ao lado do Museu.

O diretor do Museu do Reggae, Ademar Danilo, afirmou que “hoje estamos celebrando a vitória do reggae contra os preconceitos e as discriminações”.

Além da radiola FM Natty Naifson, houve apresentação com os DJs Neturbo, Ademar Danilo, Maestro Jaílder, Carlinhos Tijolada, Roberthanko e outros, além de shows com Célia Sampaio, Oberdan Oliveira (Nonato e Seu Conjunto), Tadeu de Obatalá ( Banda Guetos), Mano Borges & Celso Reis, Garcia (banda Reprise) e outros.

Espaços

Durante a festa, o público pôde conhecer os cinco ambientes do Museu do Reggae Maranhão. Além da homenagem aos grandes nomes do reggae maranhense já falecidos, realizada no espaço Imortais, outros quatro ambientes fazem o reconhecimento a tradicionais clubes de reggae da cidade: Clube Pop Som , Clube Toque de Amor, Clube União do BF e Clube Espaço Aberto.

O ambiente conta com relíquias do reggae, como uma guitarra da banda maranhense Tribo de Jah, instrumento que acompanhou a banda por mais de 20 países e fez parte da história do grupo, além de ter sido usada nas primeiras gravações de suas canções e em grandes shows nacionais e internacionais.

O público também teve contato com discos raros, vídeos e fotos históricas, moda Reggae ao longo do tempo, além de depoimentos gravados com personagens da cena reggae, livros, artigos, teses e dissertações compõem o acervo imaterial e digitalizado do museu.

O Museu funciona na Rua da Estrela, Centro Histórico de São Luís, e fica aberto à visitação de terça a domingo, das 10h às 20h. A entrada é gratuita.

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