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Divulgação dos números do Perfil coloca sob suspeita as pesquisas eleitorais em São Luís

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A pesquisa do instituto Perfil, contratada por dez mil reais pelo Clube de Engenharia do Maranhão e publicada neste domingo pelo Jornal Pequeno,  revelou a necessidade de uma investigação severa quanto à suspeita do uso desses levantamentos para beneficiar candidatos e manipular a opinião pública.

Os números apresentados pelo Perfil são absurdamente divergentes dos divulgados pelos  Data M e Escutec, não somente pelo quantitativo como pela tendência registrada, o que dificilmente poderá ser explicado pelo método utilizado por cada instituto.

Enquanto os dois últimos apontaram uma tendência de queda da candidata Eliziane Gama (PPS), embora com resultados diferentes – Data M, 3,7% e Escutec 8,8% – o Perfil apurou 17,2%, colocando por terra a realidade eleitoral que se tinha até então.

O mais intrigante é que os questionários foram aplicados praticamente no mesmo período, com uma diferença de um a dois dias entre o início e o término das entrevistas.

Em 2006, a Econométrica dizia que Roseana já estava eleita no primeiro turno com ampla margem de votos. A eleição foi para o segundo turno com vitória de Jackson Lago.

Em 2006, a Econométrica dizia que Roseana já estava eleita no primeiro turno com ampla margem de votos. A eleição foi para o segundo turno com vitória de Jackson Lago.

O Perfil, aliás, começou primeiro e ouviu mil eleitores entre 19 e 21 de setembro, seguido do Data M que fez a sua apuração, também com mil eleitores, entre 20 e 22, e pela Escutec que entrevistou 800 eleitores, entre os dias 21 e 23 de setembro.

Além dos números da candidata Eliziane Gama, a pesquisa do Perfil também mostra uma diferença entre dez e oito pontos percentuais dos números levantados pelo Data M e Escutec para o candidato Edivaldo Holanda (PDT). Enquanto nesses dois ele lidera com 47,1% e 45,3%, respectivamente, no Perfil a sua liderança é de 37,3%.

A pesquisa fraudulenta é considerada crime eleitoral, punível com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo prazo, e multa de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00, nos termos do art. 33, § 4º, da Lei 9.504/97 c/c art. 18 da Resolução TSE nº 23.453/15, conforme Manual sobre Pesquisa Eleitoral 2016, publicado pelo Tribunal Regional de Sergipe.

A sua utilização serve para influenciar o eleitor em beneficio de determinado candidato, especialmente o indeciso, que tende a votar ou no candidato que estiver em primeiro lugar ou naquele que tem chance de com ele disputar.

Não faço juízo de valor sobre nenhum dos três resultados apresentados, muito menos coloco em dúvida o potencial eleitoral de cada candidato.

Mas se as pesquisas se propõem a apresentar as preferências dos eleitores em determinado período, as brutais diferenças entre elas não condizem com a mesma realidade que deveriam registrar, já que elas foram realizadas praticamente ao mesmo tempo.

Que o Ministério Público abra um procedimento investigatório e enquadre, caso se confirme a fraude, os culpados nos rigores da Lei, para por fim a essas suspeitas que a cada eleição se repetem e fica tudo por isso mesmo.

2 comentários sobre “Divulgação dos números do Perfil coloca sob suspeita as pesquisas eleitorais em São Luís

  1. PAULO

    Acho dificil ter segundo turno, porque até agora o principal concorrente é Wellington e ele está se auto sabotando nesses debates/ sabatinas e assim mostrando sei total despreparo.

  2. Magno

    Acho que com resultado de domingo, ficará até mais fácil para protocolar uma denúncia contra esses institutos de pesquisas, a partir do resultado da votação. Eu confio memso nas pesquisas só no Data M, pois tem tradição em acertar.

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