Blog do Garrone

As mensagens de Roseana em 2013 e a de Flávio em 2017 revelam o que mudou no MA

O governador Flávio Dino de corpo presente durante a leitura da Mensagem do governo na solenidade de reabertura dos trabalhos legislativos na AL: diálogo e compromisso

Além da compreensão de que a apresentação da Mensagem do Executivo na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa não se trata apenas de mera formalidade constitucional, as diferenças entre o governo Flávio Dino e Roseana Sarney também ficaram evidentes quando se compara os balanços de dois anos da administração de cada governante.

A primeira distinção é de postura. Enquanto Flávio Dino faz questão de apresentar pessoalmente a sua Mensagem ao parlamento, em respeito a população ali representada e por entender que o diálogo permanente entre os que pensam de modo diferente é essencial para que se possa viver dias melhores, a ex-governadora Roseana nunca colocou os pés no plenário do Legislativo para prestar contas de suas ações.

O ex-secretário chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva, representando Roseana Sarney na entrega da Mensagem de governo em 2013

Em 2013 ela foi representada pelo secretário chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva, que leu a sua Mensagem, com os ‘investimentos’ realizados, onde ressalta seus padrões de moralidade e a manutenção do equilíbrio das contas públicas, como propósito maior do governo para garantir ao Tesouro Estadual a condição de ampliar os investimentos de caráter estratégico, proporcionando mais competitividade à economia e reduzindo a pobreza extrema de parte da população.

Mas tudo não passou de uma peça de ficção e propaganda. Em 2014, ao final do governo Roseana, O Maranhão continuou com os piores índices sociais do País, e o Ministério Público denunciou um rombo de R$ 1 bilhão, motivado por um esquema ilegal de isenção fiscal e compensação de precatórios por dívidas do ICMS.

Mas também não é à toa.

Na Mensagem, a ausente governadora ressaltou a sua política de atração de grandes investimentos, como forma de gerar milhares de oportunidades de trabalho e mudar o perfil da economia maranhense.

O problema é que ela exemplifica como investimento de maior envergadura, a instalação refinaria Premium I da Petrobras, em Bacabeira!

Tempos difíceis e exemplo de superação

Com o Brasil enfrentando uma das maiores recessões da história, que resultou na queda de 10% do Produto Interno Bruto, e o seu consequente impacto na implementação de políticas e manutenção de serviços públicos, o governador Flávio Dino adotou medidas que garantiram a realização de obras essenciais e o pagamento do funcionalismo em dia.

Mesmo com todas as dificuldades econômicas, o atual governo apresentou resultados superiores e mais significativos aos registrados por Roseana em dois anos de administração.

O blog comparou números apresentados na Mensagem de 2013 com os de 2017, e limitou-se por questão de espaço à Educação, Saúde e Segurança Pública, embora também haja avanços nas áreas de Saneamento, Infraestrutura, Meio Ambiente, Transparência, etc.

            Agente da Força Estadual de Saúde: prevenção e qualidade de vida

Quando a qualidade dos fatores altera a soma

Na Educação, a ex-governadora entre 2011 e 2012 construiu e/ou reformou 35 escolas; enquanto que entre 2015 e 2016, 63 escolas foram totalmente reconstruídas e outras 300 reformadas ou receberam manutenção.

Para completar – e aí não tem comparação, pois a Sarney nada fez, o governo construiu no mesmo período 3 escolas de tempo integral (outras 15 serão inauguradas em 2017); e implantou o programa Bolsa Escola, uma iniciativa de transferência de renda inédita no Pais, propiciando material escolar a um milhão de alunos e injetando R$ 59 milhões na economia, através dos 1.413 estabelecimentos credenciados em todo o estado.

Contrariando a crise, Flávio também anunciou para este ano o fornecimento de fardamento escolar para os alunos do ensino médio, confeccionado por malharias locais de várias regiões do Maranhão.

A bula da moralidade sarneysista

Roseana Sarney e o cunhado Ricardo Murad: padrão moral

É na Saúde onde o padrão de moralidade do governo Roseana se fez mais evidente, transformando-a em exemplo de primeiro mundo, segundo o ex-secretário Ricardo Murad, que responde na Justiça a acusação de desvio de dinheiro público destinado à construção de 64 unidades hospitalares, ainda no mandato que a sua cunhada governadora usurpou em 2009 do ex-governador Jackson Lago.

Na Mensagem de 2013, a dita disse que entregou 1.680 novos leitos, inaugurou os hospitais regionais de Barreirinhas, Alto Alegre e Peritoró, além de três UPAS em Timon, Codó e São João dos Patos.

As construções desses hospitais e os outros que conseguiu inaugurar em 2014, no entanto, obedeceram critérios políticos e foram mal concebidos, mal planejados e mal dimensionados, inclusive em termos territoriais, segundo análise técnica corrente entre os especialistas em saúde pública, e reproduzida por Flávio Dino na Mensagem encaminhada ao Legislativo.

E para manter a mínima condição de funcionamento dessa insuperável rede hospitalar, o governo é obrigado a gastar R$ 105 milhões por mês, até porque optou por abrir os hospitais macrorregionais que estavam inconclusos e praticamente abandonados pela antiga gestão em Bacabal, Santa Inês, Imperatriz, Pinheiro e Caxias.

Ao contrário do antigo regime que tratou a Saúde como um grande negócio, o atual governo investiu em prevenção e criou a Força Estadual de Saúde, que já atendeu em domicílio 320 mil moradores dos 30 municípios com os piores Índices de Desenvolvimento Humano no Maranhão.

                 Sistema de vídeomonitoramento implantado por Roseana

O big brother do crime

A implantação do sistema de videomonitoramento inegavelmente é um legado deixado por Roseana, mas não é o suficiente para combater os altos índices de violência no Maranhão, sem que se faça os devidos investimentos em toda a segurança pública.

Tampouco ele reduziu em 50% o índice de criminalidade nos locais onde foram instaladas as câmeras, e suas imagens têm contribuído com as investigações policiais, conforme a própria ex-governadora afirma em sua Mensagem.

O videomonitoramento registra, mas não evita o crime, ainda mais quando não se investiu no aumento do número de policiais e se ampliou em 2011 boa parte da frota do sistema de segurança com veículos Ecosport, que não possuem a potência e a robustez necessárias para esse tipo de serviço.

Frota de carros de passeio da Ford para fazer o policiamento das ruas entregue em 2011 pela então governadora Roseana 

Tanto Roseana quanto Flávio Dino ampliaram em quase 500 veículos, entre carros, motos e caminhões, resguardadas as devidas diferenças dos tipos das viaturas, atualmente equipadas com sistema online, que registra as operações, e a nomeação de 2500 novos policiais; e mais outros 1.100 que serão nomeados dia 3 de março deste ano.

O resultado é que em 2015, a taxa de homicídios na região metropolitana de São Luís caiu pela primeira vez em dez anos, e em 2016 diminuiu o número de casos de morte violenta.

Um outro investimento que distingue o presente do passado é a modernização do Instituto de Genética Forense, que antes não realizava perícias que necessitavam de um aparato científico mais significativo e   enviava as amostras para o Amapá, Pará, Minas Gerais, São Paulo ou Brasília, o que atrasava os inquéritos policiais. 

Quanto a Pedrinhas, o Estado retomou a autoridade e as decapitações e o título de penitenciária mais violenta do Pais ficaram no passado.

Se caso Roseana hoje não consiga colocar a cabeça no travesseiro, com certeza não será pela falta dela!!!

Leia a Mensagem_Governadora Roseana Sarney de 2013

Leia   A MENSAGEM DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO EM 2017 

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