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Arquivo morto: ex-secretário de segurança mandou enterrar investigações contra Assis Ramos

O ex-secretário Aluísio Mendes: protegendo aliados

O ex-secretário Aluísio Mendes: protegendo aliados

Candidato a prefeito de Imperatriz, o delegado de São Pedro da Água Branca, Assis Ramos (PMDB), respondeu a processo administrativo na Polícia Civil do Maranhão por supostamente ter libertado um preso para ajudar em um churrasco oferecido a policiais civis. O caso ocorreu em 2010, quando o peemedebista era o titular da delegacia de Pedreiras, a 467 quilometros de Imperatriz.

Segundo o processo administrativo disciplinar aberto à pedido da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão em 2011, Assis Ramos teria “mandado retirar o preso Antonio Doriel de uma cela da Delegacia de Pedreiras” para contribuir com a organização do evento. Aproveitando-se da situação, o detento fugiu do local sem deixar rastros.

O delegado Assis Ramos teria libertado um preso para fazer churrasco para policiais em Pedrerias

O delegado Assis Ramos teria libertado um preso para fazer churrasco para policiais em Pedreiras

A sindicância da SSP foi comandada pelos delegados Eduardo Carneiro Jansen de Mello, Naassom Salmon de Souza e Luciana Pereira Portela de Souza, incubidos de apurar a responsabilidade criminal do agora candidato a prefeito. Meses depois, segundo o próprio delegado faz questão de esclarecer em suas redes sociais, acabou arquivada pelo então secretário de Segurança Pública, Alusío Mendes, conforme a portaria 486, de 2012, da SSP.

O próprio Aluísio Mendes, dentro de suas atribuições como gestor, foi o responsável pela transferência de Assis Ramos para a Delegacia Regional de Imperatriz. Quatro anos depois, Mendes, atualmente deputado federal e mandatário do PTN no Maranhão, é o principal aliado da candidatura do ex-subordinado à prefeitura. O PTN de Aluísio faz parte da coligação de Assis Ramos, que reune ainda o PRP.

Na semana passada, em postagem no Facebook, Assis Ramos divulgou uma portaria assinada por Mendes, buscando se isentar da responsabilidade sobre o ocorrido em Pedreiras. O documento, no entanto, demonstra apenas que o processo administrativo foi arquivado sem muitas explicações, sem deixar claro se o caso fora devidamente esclarecido pelos delegados responsáveis pela apuração.

  

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