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  • Antenas da raça: antologia LULALIVRE que reúne 90 artistas de todo o País será lançada hoje no Laborarte

    Com poemas dos maranhenses Celso Borges e Fernando Abreu será lançada às 19 horas no Laborarte (Rua Jansen Muller – Centro) a antologia “Lula Livre – Lula Livro”, que reúne poemas, crônicas, cartas, manifestos, cartuns, fotos, etc. de 90 autores de todas as regiões do País em defesa da democracia e da liberdade e candidatura do ex-presidente Lula.

    Entre eles, os poetas Augusto de Campos, Chacal, Bernardo Vilhena, o letrista Aldir Blanc, os cantores e compositores Chico César, Chico Buarque, o cartunista Laerte, e outros.

    – É um grito de inconformismo daqueles que consideram a prisão de Lula uma aberração jurídica-política-midiática, com o objetivo maior de tirá-lo das eleições presidenciais deste ano no tapetão – explicam os organizadores da obra/manifesto, Ademir Assunção e Marcelino Freire, ambos vencedores do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da Literatura Brasileira.

    A antologia é acima de tudo um manifesto político, considerado “o mais extenso documento produzido por por escritores num período de exceção democrática”.

    E feito com linguagem artística, sem o reducionismo da ‘Arte Engajada’, que marcou a produção de artistas nas décadas de 60 e 70, que formaram fileira contra a ditadura militar e abdicaram da liberdade poética em nome do que acreditavam ser o caráter mobilizador da arte.

    Os autores da obra/manifesto denunciam a perpetuação do golpe iniciado em 2016 contra os interesses da maioria da população, para manter os privilégios de uma minoria, e defendem a candidatura de Lula sem perder o foco criativo.

    O poeta Fernando Abreu, por exemplo, é ‘biliático’ no seu “Mesmo Assim um Poema”, quando traduz vigorosamente todo o sentimento provocado pelo golpe, que o fez grunhir como um porco, pensar como um porco; e o engulho do canto da sua alma, que uma hora vai subir pelo esôfago, “… e sair pela boca pelos olhos pelas ventas/pelos pelos duros de porco/e minhas patas de porco/voltarão a ser mãos de homem/melhores até que antes/porque agora me falta/o dedo mínimo”.

    Já Celso Borges faz em “Now” um poema estandarte, onde reúne ícones da história da arte, que vão dos riffs na guitarra de John Lennon a Frida Kahlo, pintando nos murais de rivera, uma só palavra de ordem: Lula Livre.

    As referências insubmissas reforçam a importância do armamento poético do exército reunido na antologia, pois incontrolável, a “poesia se alastra como peste”.

    Nesses “tempos de águias com dentes afiados” a luta pode até ser inglória, mas parafraseando Darcy Ribeiro, é melhor estar com os derrotados do que ao lado dos vencedores, caso se configure o golpe do TSE contra a candidatura de Lula.

    Os artistas que participam da obra/manifesto certificam e mantém o compromisso em serem a “antena da raça”, conforme definição do poeta Ezra Pound de1934.

     

    Celso Borges e Fernando Abreu: Lula Livre

    Serviço

    Com Roda de Capoeira, show musical e recital de poemas será realizado nesta sexta-feira (31), no Laborarte (Rua Jansen Muller – centro), o lançamento da antologia “LULA LIVRE – LULA LIVRO”, que reúne mais de oitenta escritores e cartunistas brasileiros, de todas as regiões do país em defesa da liberdade do ex-Presidente Lula. Os livros, doados pela Fundação Perseu Abramo especialmente para o lançamento em São Luís, serão sorteados entre os participantes. A entrada é franca. 19 horas.

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