Blog do Garrone

A influência de Sarney no Judiciário não é uma questão de opinião contra a Lava-Jato

Sarney, o ministro do STF, Gilmar Mendes, e o presidente interino, Michel Temer em foto que já diz tudo

Sarney, o ministro do STF, Gilmar Mendes, e o presidente interino, Michel Temer em foto que já diz tudo

Especialistas em confundir alhos com bugalhos, o oligarca José Sarney e seus adoradores procuram transformar o pedido de prisão do procurador geral da República, Rodrigo Janot, em objeto de pura perseguição política, ao argumentarem que não há nada, além de opiniões, nas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que possam justificar a solicitação da PGR ao Supremo Tribunal Federal.

A tática é incluir Sarney na mesma acusação de obstrução da Justiça direcionada ao presidente do Senado, Renan Calheiros, e ao senador Romero Jucá, que nos grampos de Machado revelam suas pretensões de mudar a lei para que presos não pudessem fazer delações premiadas, uma espécie de trama contra a Lava-Jato.

O advogado do ex-presidente, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que os senadores têm direito de discordar das leis virgentes e apresentar projetos para mudá-las.

O problema é que Sarney não é senador!

Como também beira à infantilidade acreditar que o pedido de Janot é por questão de opinião.

Embora não tenham sido divulgados todos os áudios das conversas de Sérgio Machado em poder da Procuradoria Geral da República, basta um trecho do grampo divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, dia 26 de março, para justificar a necessidade de uma preventiva.

O início da conversa com Machado, revela que Sarney utiliza sua influência no Judiciário para proteger seus aliados e obstruir as investigações da Lava-Jato.

– Olha, o homem está no exterior. Então a família dele ficou de me dizer quando é que ele voltada. E não falei ontem porque não me falou de novo. Não voltou. Tá com dona Magda. E eu falei com o secretário – disse em referência à solicitação do ex-presidente da Transpetro para que ele consiga evitar que o seu caso seja transferido para o juiz Sérgio Moro, que poderia decretar a sua prisão.

– Eu vou tentar falar, que o meu irmão é muito amigo da Magda, para saber se ele sabe quando é que ele volta. Se ele me dá uma saída –  respondeu Sérgio Machado.

É aí que ele é pego no flagra, embora não seja novidade do poder que exerce no Judiciário.

Em 2011, por exemplo, ele conseguiu fazer o Superior Tribunal de Justiça anular as provas da Operação Facktor – inicialmente batizada de Boi Barrica – contra o seu filho Fernando Sarney, acusado pela Polícia Federal de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Tudo em uma única sessão, que aprovou o relatório do ministro Sebastião Reis Júnior, elaborado em apenas seis dias.

Não é a sua idade, nem o papel importante que execeu com elogiável habilidade para garantir a transição democrática sem traumas e revanchismos, que lhe outorga impunidade e compensa tudo o que não presta que também fez na vida.

A população maranhense que o diga…

2 comentários sobre “A influência de Sarney no Judiciário não é uma questão de opinião contra a Lava-Jato

  1. Pingback: No Maranhão dos Sarney, empresa mudou regras de licitação para fazer milagre: receber antes de prestar serviço; oligarquia pró-impeachment tentou recuperar forças em Brasília | Além da Mídia

  2. MACABEU NETO

    Já começam a se movimentar para atenuar os crime de Sarney, 86 anos, velhinho, senil, coitado, pobre Sarney, o que tem de ‘santo’, por trás é um demônio. Sarney velho sacana, vai se fazer de vítima, fingir de morto para comer o coveiro. Esse velho escroto tem mais é que ser preso, nada tornozeleira, prisão domiciliar. O calhorda do Sarney, durante mais de 60 anos na política brasileira, fazendo falcatruas, roubando, praticando tráfico de influência, tramando golpe, apoiando ditadura, pera ai bando de rastaguera, deixar de lado Sarney, ai fica difícil tolerar este tipo sacanagem só porque trata-se de Sarney, tratra Sarney com brandura é desmoralizar o País, deixar o país no nível do Paraguai, Haiti, Honduras, ou então todo mundo honesto mandar esse salafrários do tipo de Sarney, povoar Marte. É a única solução provavel, para homens de bem se ver livre de comandita do tipo Gilmar Dantas Mendes e Temer.

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