Logo
  • Notícias

    Nota do PT: Juiz persegue Lula e cria vexame internacional

    Em mais um episódio da odiosa perseguição judicial ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz midiático da 10a. Vara Federal do Distrito Federal, Ricardo Leite, determinou hoje (25/01) a apreensão do passaporte de Lula.

    Este injustificável cerceamento de direitos impedirá o ex-presidente de participar, a convite da União Africana, da reunião de alto nível sobre o combate à fome em Adis-Abeba, na Etiópia.

    Embora a imprensa brasileira ignore este fato, a experiência do Brasil no combate à fome e à pobreza nos governos do PT é tomada como exemplo pelos países africanos e de outros continentes. Há 5 anos o Instituto Lula selou uma importante parceria com a União Africana e a FAO/ ONU, para o desenvolvimento de políticas sociais e programas contra a fome naquele continente.

    Lula embarcaria para Adis-Abeba em voo de carreira, à 1h desta sexta, com retorno marcado para domingo. Por lealdade processual, a realização da viagem foi oficialmente informada pela defesa de Lula ao Tribunal Regional Federal da 4a. Região, antes do julgamento do recurso contra a sentença da Lava Jato.

    O sr. Ricardo Leite, que por seus muitos erros já teve seu afastamento solicitado pelo Ministério Público, intrometeu-se no assunto de forma descabida, extemporânea e injustificável. Cerceou o direito de ir e vir de Lula a poucas horas do embarque, provocando mais um constrangimento internacional para o nosso país.

    Não é a primeira vez que o sr. Ricardo Leite adota decisões descabeladas que lhe rendem holofotes mas envergonham o Judiciário. Em maio de 2016, ele decretou a suspensão das atividades do Instituto Lula, sem base na lei ou nos fatos, e foi rapidamente desautorizado pelo Tribunal Federal da 1a. região.

    Provocações como essa não vão nos intimidar. O PT e Lula seguirão firmes na luta contra a fome, no Brasil e no mundo, e na defesa dos direitos da cidadania.

    São Paulo, 25 de janeiro de 2018.

    Partido dos Trabalhadores

    PGJ homenageia Flávio Dino e agradece por parceria no combate a corrupção e sonegação fiscal

    Em sessão solene do Colégio de Procuradores de Justiça do Maranhão, nesta quinta-feira, 25, o governador Flávio Dino foi homenageado com a Medalha do Mérito Celso Magalhães, maior comenda do Ministério Público do Maranhão.

    Em seu discurso, o procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho enfatizou a trajetória profissional de Dino e o apoio do governo do Estado, sobretudo nas ações de combate a corrupção e sonegação fiscal.

    Para o procurador-geral, a medalha ao governador é em reconhecimento a sua atuação republicana, a frente do governo do estado do Maranhão, e, em especial, “ao seu pronto acatamento aos preceitos constitucionais, garantidores da autonomia e das prerrogativas do Ministério Público”.

    Segundo Gonzaga, Flávio Dino possui “reputação social reconhecidamente ilibada, no exercício de atividades públicas relevantes”. Ele realçou a trajetória do governador desde os tempos de militância estudantil até o destaque como magistrado federal, quando presidiu a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).

    Como governador, o procurador-geral enalteceu Flávio Dino pela transparência no serviço público. “É necessário sempre registrar a história para que os acertos dessa trajetória sejam sempre lembrados e repetidos. Obrigado governador, por mais essa atuação cooperada em favor da ética na administração pública”, reiterou.

    “Na Universidade, fui seu colega e pude sempre reconhecer uma pessoa de inteligência privilegiada. Não teve dúvida em renunciar uma brilhante carreira na magistratura federal. Agiu movido pela esperança de construir o novo, ainda que em tempos difíceis. Desejo que essa esperança permaneça viva. Que seja sanguínea, como devem ser os sonhos da mudança”, concluiu Luiz Gonzaga.

    “Vem mais concurso por aí”, diz governador Flávio Dino

    Em entrevista ao site Folha Dirigida, maior portal de concursos do Brasil, o governador Flávio Dino (PCdoB) confirmou a realização de novos certames neste ano no Estado.

    O Maranhão que foi classificado como “paraíso dos concurseiros no ano de 2017”, deve manter o título simbólico em 2018.

    FOLHA DIRIGIDA: 2017 foi um ano de crise econômica, mas o Maranhão ofertou mais de 4 mil vagas em concursos públicos. Como foi possível?

    FLÁVIO DINO: Havia a necessidade de recompor o quadro dos órgãos que estavam com carência de pessoal, como o da Polícia Militar do Maranhão, que está com seleção em andamento e oferta 1.214 vagas imediatas.  O segundo motivo é a substituição de terceirizações, como a do Sistema Penitenciário de Pedrinhas. Temos ampliações de despesas, mas também substituições delas. As despesas de terceirizações nós estamos usando para servidores concursados, porque em determinadas áreas, principalmente nas que são fundamentais para o estado, é mais adequado ter pessoal concursado do que terceirizado.

    Ainda há carência? Qual a demanda de servidores públicos atualmente?

    Depende da área. A saúde, por exemplo, estava há 20 anos sem concurso. Atualmente, estamos com a seleção para a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh-MA), que oferta mil vagas. Mas nossa maior demanda ainda é na Segurança. Quando assumi, tínhamos menos de 10 mil policiais. Hoje, temos em torno de 12 mil e, com esse concurso, chegaremos a 14 mil. Mas a meta é chegar em torno de 16 a 18 mil policiais para garantir uma segurança de qualidade. A expectativa é que no próximo ano haja mais uma seleção para a corporação. O Maranhão precisa de pelo menos mais dois mil policiais. Também estamos de olho nos professores do estado, já que existem muitos temporários. O plano é fazer a substituição desses temporários por concursados.

    Então os concurseiros podem ficar animados? Vem mais concurso por aí em 2018?

    A situação econômica do país melhorando, como esperamos que melhore, nosso plano é continuar fazendo concursos anualmente, com um grande número de vagas nas áreas da Educação e Segurança, por exemplo. Também estamos pensando para outros órgãos menores que, de certo modo, estão precisando de pessoal. O Procon é um exemplo. Mas querermos abrir em torno de mil vagas ainda no primeiro semestre deste ano. É um planejamento imediato do governo.

    Teve algum concurso que o senhor queria autorizar para o ano de 2017 e não conseguiu?

    Havia alguns concursos autorizados para o ano de 2017, mas que precisaram ser adiados. É o caso da seleção para a Fundação da Criança e do Adolescente, a Funac-MA, que estava previsto para ocorrer no último ano. Agora, ele está em fase de planejamento, e por isso ainda não há um número de vagas definido. Outro concurso que sai em 2018 é o da Secretaria de Planejamento, que ofertará vagas para analista de planejamento.

    Calma! Estamos ficando ansiosos! Em que fase estão esses concursos?

    Já há uma comissão formada para algumas seleções e todos os editais devem sair entre março e junho. Para o concurso da área de Educação, que será para professores de educação do campo, o edital virá com aproximadamente 400 vagas.  Também temos o concurso para o Corpo de Bombeiros-MA, um dos mais aguardados do estado. O projeto básico do concurso está pronto desde outubro e o edital pode ser divulgado nesse semestre. A seleção ofertará vagas para a carreira de oficial, que tem exigência de nível superior, e soldado, de nível médio. O concurso será no mesmo padrão da Polícia

    Militar.

    Então vem mais concurso por aí? O Maranhão vai continuar sendo o paraíso dos concurseiros?

    Vem mais concurso por aí, sim (risos).

    O senhor prestou concurso para juiz e professor universitário. Como era o Flávio Dino concurseiro?

    Prestei concurso por dois anos. Meu primeiro concurso foi em 1989, para o cargo de técnico judiciário do Tribunal do Trabalho. Foi meu primeiro cargo público. Em 1993, fiz dois: um para professor da UFMA, e o outro para juiz federal. Passei em todos. Aproveitamento de 100% (risos). No concurso do tribunal, eu fazia faculdade, e usei os conhecimentos de lá, estava concluindo o curso de Direito. Na seleção para professor, o cargo tem uma lógica própria, precisa de conhecimentos mais teóricos. Me preparei mais ou menos um mês. Para o de juiz federal, não tinha internet, fui atrás de cópias de provas anteriores, e estudei durante um ano. Na reta final, faltando bem pouco, eram quase 12 horas de estudos intensivos. Graças a Deus fui aprovado em 1º lugar. Acho que a receita principal é: sentar na cadeira e ler, mas ler bastante.

    PCdoB: condenação de Lula é novo golpe na democracia


    Em nota assinada pela presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos e pela pré-candidata do Partido à Presidência da República, divulgada logo após o resultado da condenção do ex-presidente Lula, no fim da tarde desta quarta-feira (24), ressalta que a decisão é um novo golpe na democracia brasileira. O documento destaca ainda que se deve prosseguir na luta para que as próximas instancias revertam este arbítrio e garanta aos brasileiros o seu direito de votar livremente.

    Segundo a nota, “para reverter esse processo, é preciso apresentar um programa que una todos os brasileiros e brasileiras em torno de um projeto de desenvolvimento nacional autônomo, de reindustrialização e de reversão das medidas de Temer contra o Brasil e os direitos dos trabalhadores. Uma plataforma que demonstre que a realização plena do Brasil enquanto nação é o caminho para a consolidação da democracia e dos direitos do povo”.

    Confira abaixo a íntegra da nota:

    A condenação do ex-presidente Lula em segunda instância pelo TRF-4 nesta quarta-feira (24) é um arbítrio, o ponto culminante de um verdadeiro processo de exceção. Desde a primeira instância, o processo foi conduzido sem levar em conta o princípio básico do juiz natural; em nenhum momento foram apresentadas provas de qualquer tipo de que o tal tríplex é de propriedade ou esteve em posse do ex-presidente. Não há qualquer ato de ofício que demonstre que ele beneficiou a empresa em questão, dentre muitas outras inconsistências largamente demonstradas pela defesa.

    Não à toa o processo movido contra Lula despertou a consciência jurídica nacional e internacional. Alguns dos mais renomados juristas do mundo se pronunciaram sobre o assunto, denunciando o caráter político do processo.

    Lula foi submetido a um massacre midiático permanente, que buscou jogar lama sobre o seu nome. Nesse sentido, o que vemos é uma repetição de outros episódios da história do Brasil, nos quais a grande imprensa buscou destruir lideranças comprometidas com o povo e com os interesses nacionais através de ataques contra sua honra. Foi assim com Getúlio Vargas e com João Goulart, ambos vítimas de campanhas difamatórias que abriram espaço para golpes contra a nação.

    Esta decisão, que visa o afastamento de Lula do processo eleitoral, é a nova fase do golpe institucional que cassou 54 milhões de votos dos brasileiros e brasileiras que elegeram Dilma Rousseff em 2014.

    O golpe, como o PCdoB tem afirmado desde o início, tem um programa. Foi consumado para implementar um violento projeto de recolonização do país, que inclui a destruição dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e a reafirmação dos interesses do rentismo parasitário. Esse programa não aceita a democracia porque não pode ser implementado sem calar o povo, cassando-lhe o direito ao voto, perseguindo suas lutas e seus dirigentes. Lula não é o primeiro nem será o último, caso a sociedade brasileira não se mobilize em defesa da democracia e do Estado de Direito.

    Provando que o golpe é um processo em curso, duas novas etapas dessa ofensiva contra a soberania e os interesses do trabalhador se encontram na pauta imediata de discussões do Congresso Nacional: a reforma da Previdência Social e a privatização da Eletrobrás.

    Para reverter esse processo, é preciso apresentar um programa que una todos os brasileiros e brasileiras em torno de um projeto de desenvolvimento nacional autônomo, de reindustrialização e de reversão das medidas de Temer contra o Brasil e os direitos dos trabalhadores. Uma plataforma que demonstre que a realização plena do Brasil enquanto nação é o caminho para a consolidação da democracia e dos direitos do povo.

    Este caminho de afirmação dos interesses nacionais contraria frontalmente os especuladores e rentistas e, por isso, não passa pela pactuação com esses setores. Trata-se, pelo contrário, de construir a frente mais ampla possível, uma concertação que permita isolá-los. É para defender esse programa e sustentar essa orientação que o PCdoB lançou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila, portadora de uma agenda de novas esperanças para o povo e de outro futuro para o país.

    No momento em que é cometida essa violência contra o Estado Democrático Direito, o PCdoB abraça Lula e a militância do PT, e reafirma a convicção de que deve prosseguir a luta para que as próximas instancias do Judiciário revertam este arbítrio, permitindo que o ex-presidente dispute livremente as eleições, garantindo que todos os brasileiros e brasileiras tenham assegurado seu direito de votar livremente.

    São Paulo, 24 de Janeiro de 2018.

    Deputada federal Luciana Santos
    Presidenta nacional do PCdoB

    Manuela D´Ávila

    Ao vivo direto do julgamento do TRF4

    A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) julga na quarta-feira 24 o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, imposta em julho passado por Sergio Moro.

    Acompanhe ao vivo

     

    Lula em Porto Alegre: “Não estou preocupado comigo, mas com o Brasil”

    A presença do ex-presidente Lula foi um marco de esperança e ânimo para a militância que enche as ruas de Porto Alegre nesta semana de lutas que antecede o julgamento em segunda instância no TRF-4 na capital gaúcha.

    Após ter sua presença confirmada na segunda-feira (22), Lula fez questão de realizar um ato no centro histórico da cidade para agradecer a aguerrida militância que tem feito inúmeras demonstrações de solidariedade nos dias que antecedem a sessão.

    Além de um acampamento organizado pelo MST diante do tribunal, caravanas de todo o país encheram os hotéis da cidade de homens e mulheres que participaram de atividades culturais, seminários com juristas e especialistas internacionais, comitês populares e atos em denúncia dos absurdos jurídicos em que se baseia a sentença do juiz Sérgio Moro e à tentativa golpista de tirar do povo o direito de escolher nas urnas o Brasil que quer para si.

    “Eu não vim falar do meu processo na Justiça, porque eu tenho advogados competentes que já provaram minha inocência. Porque acredito que aqueles que vão votar têm que se ater aos autos do processo. E porque eu tenho vocês. Com vocês eu convivo há mais de 40 anos e vocês sabem da minha inocência”, iniciou o ex-presidente.

    Ricardo Stuckert
    Lula agradece a solidariedade do povo em Porto Alegre
    “Um dia, vamos provar que é possível construir um país diferente, que gere empregos formais, com documentos, em que as pessoas possam ter aumento de salário. Eu não posso me conformar com o complexo de vira-lata que tomou conta do nosso país. Eu não posso me conformar com uma elite subalterna e subserviente, uma elite perversa que foi a última a acabar com a escravidão.”

    Cercado por 80 mil pessoas que ocupavam as ruas para demonstrar sua solidariedade, Lula brincou sobre a vontade de falar olhando nos olhos de cada uma das pessoas que o rodeavam.

    “Talvez isso seja para quem está acostumado a trabalhar em ‘caldeirão’”, disse, arrancando risos do público. “A verdade é que eu, falando aqui, converso com a direita, com a esquerda, com o pessoal de trás e com o pessoal da frente.”, brincou.

    Lula voltou a criticar as atitudes da imprensa brasileira, que não tem compromisso com a verdade, não tem respeito com as famílias, com as crianças, e que faz de tudo para se proteger escondendo o que lhe convém. “Tem o ‘New York Times’ de hoje, que traz matérias que a imprensa brasileira não tem coragem de divulgar, que a imprensa covarde do Brasil não tem coragem de produzir.”

    O ex-presidente reforçou que não está preocupado com o seu caso. “Não estou preocupado comigo, estou preocupado com o que está acontecendo o povo brasileiro. Acabaram com o dinheiro da ciência e tecnologia, estão desmontando as Escolas Técnicas, acabando com a Lei da Partilha, com a Petrobras.”

    “Eu duvido que os jornalistas que escrevem mentiras a meu respeito, que o William Bonner durma todos os dias com a consciência tranquila que eu durmo. Porque eu sei que eu não cometi crime nenhum, mas ele sabe que está mentindo.”

    Nenhum país consegui se desenvolver sem antes investir em educação. É por isso que, na época da descoberta do pré-sal, houve a preocupação de garantir royalties para o setor. “Este país é tão hipócrita que a elite trata o dinheiro para a educação como gasto. Faço questão de dizer que meu compromisso é proibir que se fale em gasto quando o assunto é educação.”

    Enquanto o país é destruído por um projeto golpista rejeitado nas urnas, a imprensa brasileira tenta passar a ideia de um crescimento econômico que é irreal. “Se alguém sabe cuidar do Brasil, do povo brasileiro, somos nós. Fizemos tudo? Não. Erramos? Erramos. Mas porque somos seres humanos. Há muito tempo este país não vivia autoestima, a crença na qualidade de vida, como nos nossos governos.”

    A ascensão do povo pobre foi o “crime” pelo qual a elite não perdoou Lula. “A doença que inventaram chamava Dilma, Lula, PT, esquerda. Fizeram uma cirurgia para tirar Dilma, agora estamos acordados. A doença que tentaram tirar foi substituída por uma pior, que é a doença que não traz mais sonhos para o povo.”

    “Só uma coisa vai me tirar das ruas desse país e será no dia que eu morrer. Até lá estarei lutando por uma sociedade mais justa. Qualquer que seja o resultado do julgamento, eu seguirei na luta pela dignidade do povo desse país.”

    Além de agradecer o apoio dos militantes e movimentos sociais que tomaram as ruas de Porto Alegre, o ex-presidente, que anunciou que pretende realizar a próxima caravana Lula pelo Brasil pela região Sul, se dirigiu ainda aos companheiros da Argentina, do Uruguai, da Itália, de Portugal, da República Dominicana e da Venezuela que estavam presente.

    Juntos no palco, os líderes do PT na Câmara e no Senado, Paulo Pimenta e Lindbergh Farias se posicionaram em nome das bancadas que nunca baixaram a cabeça para defender a democracia. “Não aceitamos que um juiz de Primeira Instância persiga o Lula com o apoio da Globo, do Dallagnol. Vocês serão julgados pela História por isso!”, afirmou Pimenta.

    “Tenho certeza de que este movimento vai se alastrar pelo Brasil inteiro para defender a democracia brasileira. Eles estão assustados porque o plano deles deu errado: toda pesquisa que fazem o Lula só sobe!˜, completou Lindbergh.

    “Vamos mobilizar toda a sociedade civil para que Lula seja candidato. Só a soberania popular pode julgar lula”, resume Tarso Genro. “Julgar Lula, sendo ele inocente, é a possibilidade que eles têm de acabar com a democracia no Brasil. Nós queremos que Lula seja julgado pelo povo nas urnas. Lugar de política é nas urnas, e não no Poder Judiciário”, resumiu a deputada do PCdoB Manuela D’Ávila.

    “Hoje, Porto Alegre é a capital da resistência democrática contra uma farsa judicial que está cada vez mais evidente. Por isso, demonstrações de força como a de hoje são fundamentais. Vamos seguir firmes na resistência pelo direito de Lula ser candidato e pela democracia”, afirmou Guilherme Boulos.

    Para o senador Roberto Requião (PMDB), o ato desta terça representa um tribunal popular que fala, em alto e bom som, por si só. “O TRF-4 não tem nada a ver com os nossos desígnios e nossas vontades. O Tribunal será julgado pela História!”

    A presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff deixou claro que não há plano B para quem acredita na inocência de Lula. “O primeiro ato do golpe foi o meu impeachment. O segundo ato é um governo sem legitimidade executando a política de retirada de direitos. O terceiro, é impedir que Lula seja candidato.”

    “Nós estamos em um momento histórico de encruzilhada”, defendeu a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann. “Querem fazer eleição sem um componente progressista e popular. Querem eleição entre eles. Essa sentença envergonha o Brasil e o mundo. Do nosso lado, estão grande juristas brasileiros e internacionais.”

    Nesta quarta-feira (24), Lula deve acompanhar o julgamento em São Paulo. Mais tarde, ele participa de um ato na Praça da República, às 16h.

    Por Clarice Cardoso, da Redação da Agência PT de Notícias, enviada especial a Porto Alegre (RS).

    O elo perdido: Roseana, Youssef e os irmãos Ziegert

    O doleiro Alberto Youssef foi preso em São Luís pela Polícia Federal, no hotel Luzeiros. Na ocasião, portava umas malas esquisitas. Quando soube que seria preso, correu para entregá-las a um certo Sr. Ziegert. Este tinha negócios e amizade com João Abreu, então Chefe da Casa Civil de Roseana, destinatário de caixas deixadas por Ziegert na recepção do hotel.

    Ziegert era amigo da família Sarney. Com a prisão e processos, baixou a amnésia coletiva e ninguém lembrava dele.

    Passados três anos, Roseana Sarney resolve “descansar”, não se sabe bem de que. E para onde ela vai? Para um luxuoso resort da família Ziegert.

    O elo perdido apareceu nas redes sociais ontem. Tentaram apagar as fotos de repente, mas a internet é implacável.

    E aí está, mais uma vez, Roseana Sarney metida com gente perigosa. Para o escândalo não ficar maior, ela tem o dever de provar que pagou pela hospedagem do luxuoso resort, mostrando os comprovantes. Afinal, fica feio receber favor desse tipo de gente.

    MPMA e MPC protocolam Representação junto ao TCE

    Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 22, o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, e a procuradora-geral de Contas em exercício, Flávia Gonzalez Leite, entregaram ao presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Caldas Furtado, uma Representação com o objetivo de normatizar o controle externo sobre a realização de eventos festivos custeados com recursos públicos.

    O documento ressalta que a prioridade da execução orçamentária deve ser o atendimento das políticas públicas que se referem ao mínimo existencial, ou seja, o necessário a manutenção da dignidade humana. “Nos cenários de restrição orçamentária, não há possibilidade de a discricionariedade administrativa do gestor determinar despesas que possam prejudicar o adimplemento de rubricas relacionadas a políticas públicas que venham a garantir o mínimo existencial”, afirma a Representação.

    A Representação, que busca a regulamentação da matéria via Instrução Normativa do TCE-MA, prevê como condição para transferências do Estado, para a realização de festividades, que os municípios demonstrem não ter estado sob situação de emergência ou calamidade nos últimos 12 meses, além de não ter atrasado o pagamento dos servidores ativos e inativos. A administração municipal também precisa estar em dia com o recolhimento da previdência junto ao funcionalismo.

    Para custear festividades com recursos próprios, o município também deverá estar com o pagamento do funcionalismo e o repasse das contribuições previdenciárias em dia. Da mesma forma não poderá haver precariedade na prestação dos serviços públicos essenciais de saúde, saneamento e educação, e nem queda nas receitas públicas.

    Outro item prevê como condição para o reconhecimento de situações de calamidade ou emergência, que não haja o financiamento de festividades, seja por fontes próprias ou transferências voluntárias. O documento requer, ainda, que seja determinada a obrigatoriedade dos municípios informarem em seus portais da transparência as despesas com festividades, com a especificação da fonte dos recursos e a descrição das despesas.

    Por fim, a Representação sugere que a exigência dos demais itens seja condição para aprovação de prestações de contas junto ao TCE-MA.

    Durante a reunião, Luiz Gonzaga Coelho enfatizou a necessidade de que se priorize o essencial. “Não somos contra a cultura do carnaval, mas não podemos aceitar que a festa seja realizada às custas da miséria de muitos”, observou o procurador-geral de justiça.

    O presidente do TCE-MA recebeu a Representação, garantindo que buscará celeridade em sua tramitação no âmbito da Corte de Contas. Caldas Furtado chamou a atenção, ainda, para o fato de que nos contratos celebrados com o Poder Público, não há multa a ser paga em caso de rescisão.

    Dessa forma, caso seja aprovada uma Instrução Normativa sobre o tema pelo TCE-MA, municípios que estejam inadimplentes, de acordo com os termos da representação, poderão rescindir os contratos sem que haja cobrança de multas ou outros encargos aos cofres públicos.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
  • Fale com o Garrone

    (98) 99116-8479 raimundogarrone@uol.com.br
  • Rádio Timbira

    Rádio Timbira Ao Vivo